Iniciativa do Cerrado é reconhecida na COP17 como referência mundial em restauração
28 ago 2026
Experiência brasileira mostra que restaurar o Cerrado também pode fortalecer comunidades, gerar renda e valorizar conhecimentos construídos nos territórios

Fabrícia Santarém Costa, coordenadora da Araticum, recebe o reconhecimento da UNCCD durante a COP17, em Ulaanbaatar, na Mongólia, pela atuação da iniciativa em restauração do Cerrado. Foto: Acervo Araticum

Organização filiada à Rede Cerrado, a Araticum — Articulação pela Restauração do Cerrado — protagonizou um momento de celebração na COP17 da Desertificação, em Ulaanbaatar, na Mongólia. A iniciativa foi reconhecida pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) como Iniciativa de Referência da Restauração Mundial.

Coordenadora da Araticum, coletora de sementes e geraizeira, Fabrícia Santarém Costa destacou o significado do reconhecimento: “O conhecimento construído por gerações hoje não só está recuperando ecossistemas, mas também gerando trabalho, renda e dignidade”.

Para a Rede Cerrado, o reconhecimento reafirma a força da articulação entre organizações, comunidades e povos que atuam pela conservação e restauração do bioma. Quando uma organização da Rede avança, toda a rede avança.

A participação na COP17 também reforça uma mensagem central: o Cerrado enfrenta processos de degradação e desertificação, mas é, ao mesmo tempo, território de soluções. Experiências como a da Araticum mostram que restaurar o bioma significa também fortalecer conhecimentos tradicionais, gerar renda e ampliar a autonomia das comunidades.

É essa construção em rede — conectando saberes, territórios e organizações — que fortalece experiências como a da Araticum e mostra que a restauração do Cerrado pode ser, ao mesmo tempo, uma estratégia de conservação ambiental e de geração de trabalho, renda e dignidade para quem vive e cuida do território.