Organização filiada à Rede Cerrado, a Araticum — Articulação pela Restauração do Cerrado — protagonizou um momento de celebração na COP17 da Desertificação, em Ulaanbaatar, na Mongólia. A iniciativa foi reconhecida pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) como Iniciativa de Referência da Restauração Mundial.
Coordenadora da Araticum, coletora de sementes e geraizeira, Fabrícia Santarém Costa destacou o significado do reconhecimento: “O conhecimento construído por gerações hoje não só está recuperando ecossistemas, mas também gerando trabalho, renda e dignidade”.
Para a Rede Cerrado, o reconhecimento reafirma a força da articulação entre organizações, comunidades e povos que atuam pela conservação e restauração do bioma. Quando uma organização da Rede avança, toda a rede avança.
A participação na COP17 também reforça uma mensagem central: o Cerrado enfrenta processos de degradação e desertificação, mas é, ao mesmo tempo, território de soluções. Experiências como a da Araticum mostram que restaurar o bioma significa também fortalecer conhecimentos tradicionais, gerar renda e ampliar a autonomia das comunidades.
É essa construção em rede — conectando saberes, territórios e organizações — que fortalece experiências como a da Araticum e mostra que a restauração do Cerrado pode ser, ao mesmo tempo, uma estratégia de conservação ambiental e de geração de trabalho, renda e dignidade para quem vive e cuida do território.




