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No Cerrado


Uma das frentes de atuação da Rede Cerrado é a defesa e a luta pela conservação do bioma

Isso porque o Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, ocupa 24% do território nacional e é considerado a savana mais biodiversa do mundo, concentrando 5% de toda a biodiversidade do planeta.

Ele está presente em onze estados brasileiros: Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, São Paulo, Paraná, Rondônia, além do Distrito Federal.

Nele vivem cerca de 25 milhões de pessoas, distribuídas em 1.330 municípios.


Defendemos o Cerrado porque ele é o nosso “berço das águas”!

Conhecido como o “berço das águas” ou a “caixa d’água do Brasil”, o Cerrado abriga oito das doze regiões hidrográficas brasileiras e abastece seis das oito grandes bacias hidrográficas do Brasil (Amazônica, Araguaia/Tocantins, Atlântico Norte/Nordeste, São Francisco, Atlântico Leste e Paraná/Paraguai).

Além disso, é no Cerrado onde estão localizados três dos principais aquíferos do país: Bambuí, Urucuia e Guarani.

A contribuição hídrica do Cerrado para a vazão da bacia do Paraná chega a 50%; à bacia do Tocantins chega a 62%; e a 94% da bacia do São Francisco. O bioma Pantanal é totalmente dependente da água do Cerrado e cerca de 50% da energia consumida no Brasil é gerada com as águas do Cerrado.

Estudos apontam que existem cerca de 10 mil espécies de plantas no Cerrado, das quais 44% são exclusivas do bioma, além de uma fauna riquíssima: com 250 espécies de mamíferos, 856 espécies de aves, 800 espécies de peixes, 262 espécies de répteis e 204 espécies de anfíbios.

A sazonalidade climática é uma característica marcante que dá ao Cerrado a capacidade de resistir às secas. A diversidade de solos e topografias proporciona a ocorrência de uma enorme diversidade de ecossistemas.


Defendemos o Cerrado porque ele está ameaçado!

O bioma, que é pouco reconhecido e protegido nacional e internacionalmente, está sendo rapidamente substituído por extensas áreas de monoculturas e pecuária. A devastação da cobertura vegetal do Cerrado já chega a 52% do território, comprometendo nascentes, rios, riachos, além dos seus povos.

 

Mapa do desmatamento. Fonte: ISPN

Somente 3,2% de sua extensão está protegida sob forma de unidades de conservação de proteção integral.

O ritmo do desmatamento do Cerrado segue crescendo e já superou os 10 mil km2/ano.

A cobertura vegetal do Cerrado é fundamental para garantir os fluxos hídricos entre as diversas regiões do Brasil, garantindo o transporte de umidade e vapor d’água da bacia amazônica para as regiões Sul e Sudeste do país, permitindo a regularidade do regime de chuvas.

A pecuária extensiva é uma das principais causas do desmatamento no Cerrado. Diante da ausência de manejo das pastagens, o bioma tem hoje 4,2 milhões de hectares de pastagens degradadas, o que equivale a 10% da terra utilizada para pecuária no Cerrado.

Já no campo da produção agrícola, os cultivos mais expressivos são as monoculturas de soja, eucalipto, cana-de- açúcar e algodão. Estes sistemas produtivos estão pautados em um modelo tecnológico que, além de desmatar grandes extensões de vegetação nativa e gerar poucos empregos, utiliza grandes quantidades de insumos químicos, o que levou o Brasil ao posto de maior consumidor de agrotóxicos do mundo.

Outra séria ameaça ao Cerrado é a produção de carvão vegetal. Na última década, o consumo aumentou mais de 50%, atendendo principalmente a demanda do setor siderúrgico. A nova “solução verde” anunciada é a substituição do carvão do Cerrado pelo carvão de eucalipto, que significa outra ameaça ao bioma.