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No dia 26 de setembro de 2014 ocorrerá a entrega festiva do “Pequi de Ouro 2014”, em homenagem a pessoas que lutam pela defesa do bioma Cerrado na bacia do Rio Grande. O evento será realizado no “Bar Trapiche” (antigo “Nego d´Água”), em Barreirinhas, Barreiras – BA, a partir das 19:30 horas. A animação ficará por conta de “Bosco & Randesmar”, “Reisado de Bebedouro” e “Trio Coração do Brasil”. A entrada é franca. Como brinde especial, será servida uma galinhada com pequi. 

 

Apesar de ser considerado como uma das principais reservas de biodiversidade (“hotspot”) do mundo, o bioma cerrado continua sendo palco de uma desenfreada degradação do seu estado natural. O oeste baiano é região campeã em desmatamento e retirada de águas para fins econômicos. Além da exploração agropecuária, avançam a mineração e as usinas hidroelétricas. Consequências: As nascentes, brejos, riachos, rios e lagoas secam, a biodiversidade encolhe, as comunidades tradicionais com sua cultura e sabedoria geraizeira somem; e o Rio São Francisco, receptor e condutor das águas do gerais, se acaba.

A Agência 10envolvimento, comemorando 10 anos de jornada por um desenvolvimento mais justo e sustentável na bacia do Rio Grande, promove mais uma homenagem a pessoas e organizações que lutam por uma convivência sustentável com o bioma Cerrado na região da bacia do Rio Grande. Sendo o “pequi” um dos mais populares frutos do Cerrado, nada mais justo do que entregar um “Pequi de Ouro” como sinal de reconhecimento das lutas e paixões pelo bioma. 

Os/as homenageados/as do “Pequi de Ouro 2014” são:

- Vilma Santos da Silva: geraizeira e artesã, Palmeiral – São Desidério

-  António Batista Gomes: geraizeiro, Gatos – Formosa do Rio Preto

-  Gisélio Farias Serpa: geraizeiro e sindicalista, Arroz – Formosa do Rio Preto

-  Custódio Lopes de Oliveira: geraizeiro e sindicalista, Várzea Comprida – Tabocas do Brejo Velho

-  Andrea Duarte Moura, Caroline de Castro Duarte Moura Flores, Bianca Duarte Moura: radialistas, Programa Voz do Rio Grande - Barreiras

-  Durval Nunes: poeta e ambientalista, Barreiras

-  Isabel Figueiredo: Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) - Brasília

 

Melhores informações e agendamento de entrevistas sobre “Pequi de Ouro 2014” e “10 anos Agência 10envolvimento”, favor, contatar

·      Martin Mayr – Coordenador Geral da 10envolvimento  – (77) 3613 6620
·      Wesley dos Santos Branco – Setor Políticas Públicas – (77) 9194 0557
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Edite Lopes de Souza – Setor Meio Ambiente – (77) 9971 0769

 

Fonte: Agência 10envolvimento (22/09/2014)

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Oficina realizada pela Rede Cerrado e Central do Cerrado, com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), promoveu debate sobre promoção e difusão de empreendimentos ecossociais.

 

Um grupo de 20 lideranças de comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas dos estados de Tocantins, Maranhão, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, participaram, nos dias 17 e 18 de setembro de 2014, em Brasília-DF, da oficina sobre promoção e difusão de empreendimentos ecossociais.

A atividade teve como intuito chamar a atenção para a oportunidade que as atividades produtivas a partir do uso sustentável da biodiversidade do Cerrado representam tanto para a conservação do bioma, quanto para a geração de renda de comunitários.

Luis Carrazza, secretário executivo da Central do Cerrado, apresentou a entidade, que agrega hoje uma média de 35 organizações cooperadas. “A Central do Cerrado funciona como uma ponte entre produtores comunitários e consumidores, oferecendo produtos de qualidade como: pequi, baru, farinha de jatobá, farinha de babaçu, buriti, mel, polpas de frutas, artesanatos, dentre outros, que são coletados e processados por agricultores familiares e comunidades tradicionais no Cerrado”, contou ele.

Para demonstrar como funciona na prática o processo de organização da produção e como é feita sua gestão administrativa, os participantes foram até a sede da entidade.

Durante a visita, o engenheiro de alimentos, João Ávila, representante da cooperativa, falou dos cuidados essenciais para garantir a qualidade do produto, desde o momento de produção e armazenamento, até seu escoamento para os mais variados mercados.

Luis Carrazza, ressaltou a importância de primar pela qualidade dos produtos, cumprindi todas as exigências, para conseguir atender os negócios e construir parcerias junto aos mercados cada vez mais sensíveis ao conceito do desenvolvimento sustentável. 

Na ocasião gestores do ICMBio, mostraram casos em que as produções trouxeram bons resultados para as Unidades de Conservação (UCs), a exemplo do manejo do jacaré desenvolvido pela Reserva Extrativista do Lago do Cuniã (Coopcuniã), em Porto Velho (RO), onde diversas famílias já vivem da renda da comercialização da pele e carne do jacaré.

João da Mata, da Coordenação de Produção e Uso Sustentável do Instituto, falou da importância da oficina para o intercâmbio de conhecimento das populações tradicionais e os gestores do órgão. “Para nós, foi importante conhecer a estrutura e os procedimentos da Central do Cerrado para poder regularizar qualquer empreendimento social que a gente venha desenvolver junto às comunidades e poder seguir como referencia para o futuro", concluiu João da Mata. 

Esta ação faz parte da programação da Feira do Cerrado, que ocorre de 11 à 21 de setembro, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília-DF, e conta com 20 empreendimentos comunitários do Cerrado.

 

(8/09/2014)

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Cartaz Setembro Chá 2014 quadrado

Este mês o IMS E o IMAS realizam o Chá com Prosa juntamente com a Central do Cerrado, no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil) e faz parte da programação da exposição: Cerrado – Uma Janela para o Planeta, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Museu de Ciência e Tecnologia de Brasília e a Universidade de Brasília (UnB). A Central do Cerrado promove a Feira do Cerrado com Artesanato, cosméticos, produtos alimentares nativos de comunidades tradicionais, quilombolas, indígenas e de agricultores agroextrativistas.  O tema do nosso Chá com Prosa é Permacultura Urbana no Cerrado e será realizado nos jardins do CCBB, bem embaixo de uma linda e frondosa árvore. Será servido um lanche com iguarias do Cerrado para os participantes do evento.

Data: 18 de Setembro
Horário: 15 às 17h
Local: Centro Cultural do Banco do Brasil – CCBB

Acesse aqui a Programação completa do Evento!

Entendendo um pouco sobre a Permacultura:

PERMACULTURA = PERMANÊNCIA + CULTURA

A Permacultura foi criada pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgren na década de 70, baseando-se no modo de vida integrado à natureza das comunidades aborígenes tradicionais da Austrália.

Segundo Bill Mollison, a Permacultura consiste na ‘elaboração, implantação e manutenção de ecossistemas produtivos que mantenham a diversidade, a resistência, e a estabilidade dos ecossistemas naturais, promovendo energia, moradia e alimentação humana de forma harmoniosa com o ambiente’

(Bill Mollison, 1999)

A Permacultura é uma filosofia de trabalhar com, e não contra a natureza; de observação prolongada e pensativa em vez de trabalho prolongado e impensado, e de olhar para plantas e animais em todas as suas funções, em vez de tratar qualquer área como um sistema único produto.

— Bill Mollison

A ênfase está na aplicação criativa dos princípios básicos da natureza, integrando plantas, animais, construções e pessoas em um ambiente produtivo e com estética e harmonia.

A Permacultura, além de ser um método para planear sistemas de escala humana, proporciona uma forma sistêmica de se visualizar o mundo e as correlações entre todos os seus componentes. Serve, portanto, como meta-modelo para a prática da visão sistêmica, podendo ser aplicada em todas as situações necessárias, desde como estruturar o habitat humano até como resolver questões complexas do mundo empresarial.

A Permacultura origina-se de uma cultura permanente do ambiente. Estabelecer em nossa rotina diária, hábitos e costumes de vida simples e ecológicos – um estilo de cultura e de vida em integração direta e equilibrada com o meio ambiente, envolvendo-se cotidianamente em atividades de autoprodução dos aspectos básicos de nossas vidas referentes a abrigo, alimento, transporte, saúde, bem-estar, educação e energia renovável.

Permacultura tem na sua relação com a atividade agrícola uma síntese das práticas tradicionais com ideias inovadoras, unindo o conhecimento secular às descobertas da ciência moderna, proporcionando o desenvolvimento integrado da propriedade rural de forma viável e segura para o agricultor familiar

Pode-se dizer que os três pilares da Permacultura na sua versão contemporânea são:

Cuidado com a Terra: Provisão para que todos os sistemas de vida continuem e se multipliquem. Este é o primeiro princípio, porque sem uma terra saudável, os seres humanos não podem exercer suas qualidades.

Cuidado com as Pessoas: Provisão para que as pessoas acessem os recursos necessários para sua existência.

Repartir os excedentes: Ecossistemas saudáveis utilizam a saída de cada elemento para nutrir os outros. Nós, os seres humanos podemos fazer o mesmo.

Utilização

Água: captação, armazenamento, filtragem/purificação e utilização

Bioarquitetura e bioconstruções

Comunidade (Transição)

Fonte: Wikipédia

SOBRE O CHÁ COM PROSA

O Chá com Prosa é uma iniciativa do Instituto Marista de Solidariedade (IMS) e do Instituto Marista de Assistência Social (IMAS), que mensalmente reúnem lideranças sociais para juntos aprofundarem o conhecimento e iluminar melhor as práticas e lutas pelos Direitos Humanos. Uma temática é debatida mensalmente criando uma rede de reflexão, aproximando diversos atores por meio do diálogo. A prosa acontece no formato de roda de conversa, possibilitando diálogos interativos entre os participantes. O objetivo do Chá com Prosa é contribuir para fomentar redes de troca de saberes e fazeres, ajudando a consolidar a cultura dos Direitos Humanos.

 

Fonte: Instituto Marista de Solidariedade (16/09/20140

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Dos dias 25 a 28 de setembro, acontece em Alto Paraíso de Goiás a IV Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros, uma realização do Centro UnB Cerrado em parceria com a Cooperativa Frutos do Paraíso. Desde a sua primeira edição em 2011, a Feira de Sementes e Mudas vem reunindo agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pequenos produtores e demais interessados da comunidade local, além de representantes do poder público, ONGs, estudantes e pesquisadores, proporcionando um rico ambiente de intercâmbio de experiências e saberes. 

O momento não poderia ser mais oportuno: 2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar, assim declarado pela ONU em reconhecimento à contribuição da agricultura familiar para a segurança alimentar e para a erradicação da pobreza no mundo; além disso, a Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros integra a programação internacional do Mês de Ação Global em Defesa das Sementes Livres, Soberania Alimentar e Democracia da Terra, que vai dos dias 20 de setembro a 20 de outubro. Nesse período, movimentos e organizações do mundo inteiro estarão se manifestando para reafirmar o compromisso com uma agricultura mais justa e sustentável, de liberdade para as sementes crioulas, nativas e tradicionais.  

Hoje, a perda de variedades locais e tradicionais de sementes, e o consequente declínio da diversidade genética, representa uma ameaça real para agricultura e a soberania alimentar no campo. Esse processo é conhecido como erosão genética, e será o tema da primeira roda de prosa da Feira, no dia 25 à tarde: “Onde Estão Nossas Sementes? Erosão Genética, Tecnologias e Poder”. À noite, um forrózinho com Conrado Pera e Quarteto Buriti, para celebrar a abertura da quarta edição da Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros.

A programação inclui também oficinas de Sementes Silvestres do Cerrado, Extrativismo e Valorização da Sabedoria Tradicional para a Autonomia Alimentar, e Gestão de Bancos Comunitários de Sementes Crioulas, no dia 26 pela manhã. Na parte da tarde, visitas a campo para conhecer experiências locais de produção agroecológica e vivências de reflorestamento. No sábado, dia 27, o dia começa com a roda de prosa: “Trajetória de lutas para resgate, conservação, melhoramento participativo e multiplicação de sementes”. A troca de sementes propriamente dita acontece no sábado à tarde, e promete ser bem animada, com DJ de música brasileira e cortejo do grupo Maracatu Leão do Cerrado. A feira encerra no domingo de manhã, com um encontro de articulação da rede de agroecologia na Chapada dos Veadeiros.

A troca de sementes é um momento privilegiado para a constituição de redes de reciprocidade e para a transmissão de conhecimentos. A Feira de Sementes e Mudas é um  valioso espaço de interação, integração e transformação socioeconômica para a região da Chapada dos Veadeiros. O convite para a IV Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros é aberto a toda a comunidade e a programação é gratuita.

Confira abaixo a programação já confirmada. A programação completa será disponibilizada no blog da Feira: www.feiradesementesemudas.blogspot.com. 

Programação IV Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros

Quinta feira - 25/09

12h em diante – Inscrições para Oficinas e Visitas a campo*
Local: Feira do Produtor Rural
* vagas limitadas -  faça sua inscrição antecipada: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

15h – Roda de Prosa: Onde estão as nossas sementes? Erosão Genética, Tecnologias e Poder 
Local: Polo da UAB

18h – Mesa de abertura 
Local: Polo da UAB 

21h30 – Forró pé de serra com Conrado Pera e Quarteto Buriti
Local: Feira do Produtor Rural 

Sexta 26/09 

8h30 – Oficina Extrativismo no Cerrado: Valorização da Sabedoria Tradicional para Autonomia Alimentar – Dona Flor, Luciana e Balanço (Tao do Cerrado)

8h30 - Oficina Gestão de Bancos Comunitários de Sementes Crioulas – Odirlan Alencar e Sebastião Damasceno (COPPABACS / ISPN)
Local: Feira do Produtor Rural 

8h30 - Oficina Sementes Silvestres do Cerrado – Mauro Alves
Local: Viveiro do Instituto Oca Brasil

14h - Visitas a campo
Local de saída: Feira do Produtor Rural
1 • Visita à Experiência de Produção Agroecológica do Sítio Vitaparque
2 • Vivência de Reflorestamento do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros com plantio direto de sementes nativas

3 • Visita à Experiência de Reflorestamento em Sistemas Agroflorestais do Insituto Oca Brasil

20h – 22h – Mostra audiovisual 
(em breve disponibilizaremos a programação da mostra)
Local: Feira do Produtor Rural 

Sábado 27/09 

8h30 – Roda de prosa: Trajetória de lutas para resgate, conservação, melhoramento participativo e multiplicação de sementes 
Local: Espaço Holística 

14h - Feira livre para troca de sementes e mudas 
Estandes com expositores aberto ao público para troca e comercialização de sementes
Cortejo do Maracatu Leão do Cerrado
Local: Feira do Produtor Rural 

20h – 22h – Mostra audiovisual 
Local: Feira do Produtor Rural

Domingo 28/09 

9h – Articulação de agroecologia em rede - Chapada dos Veadeiros

Espaço Holística

 

Serviço: IV Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros

Quando: 25 a 28 de setembro de 2014
Onde: Feira do Produtor Rural, Polo da UAB, Espaço Holística – Alto Paraíso de Goiás
Realização: Centro UnB Cerrado e Cooper Frutos do Paraíso

 

A programação da feira é aberta e gratuita.

Contato e informações:

(62) 8164-8549 Tim

(62) 9821-7206 Vivo

(62) 3446-1710 UnB Cerrado

This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

www.feiradesementesemudas.blogspot.com

www.facebook.com/feiradesementesemudas

 

(16/09/2014)

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Exposição na casa ONU, em Brasília-DF. Foto: PNUD/Humberto Santana

Para comemorar os resultados de 20 anos de parceria e de criação do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) lançaram, nesta terça-feira (08) a exposição “Extrativistas do Sertão”, do fotógrafo Bento Viana, que mostra pessoas, frutas e peculiaridades do Cerrado com o objetivo de resgatar os conhecimentos tradicionais, passados de geração em geração, numa forma de mostrar ao espectador a cultura dos coletores.

Criado em 1994, o Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS) é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). O programa foi inovador na época de sua criação por se concentrar exclusivamente na preservação do bioma do Cerrado, quando as atenções estavam voltadas essencialmente para a proteção da Amazônia. A partir de 2012, o PPP-ECOS passou também a contemplar projetos do bioma da Caatinga e da Amazônia.

O PPP-ECOS apoia organizações não-governamentais e comunidades locais tradicionais na implementação de pequenos projetos de agroextrativismo de espécies do bioma do Cerrado, artesanato, projetos de recuperação de áreas degradadas e manejo de recursos hídricos na zona do semi-árido.

Ações de prevenção contra a desertificação e o aumento da resiliência das populações locais diante de adversidades também são áreas de atuação do programa. O seu objetivo é a preservação de meios de vida que integrem o uso sustentável da biodiversidade local.

 

Fonte: UNDP (15/09/2014)

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A feira apresentará para o público os produtos da sociobiodiversidade de espécies nativas do bioma e diversas possibilidades de o uso tradicional associado que contribuem para geração de renda, conservação do Cerrado, valorização dos meios de vida sustentáveis e da cultura local de diversas comunidades agroextrativistas.

Comunidades tradicionais participarão da Feira do Cerrado, que acontecerá nos dias 11 a 21 de setembro, no espaço externo do Centro Cultural Banco do Brasil. Esta iniciativa faz parte da programação da exposição “Cerrado uma janela para o planeta”, de curadoria de Jorg Wagenberg.

Serão cerca de 20 empreendimentos comunitários do Cerrado para exposição e comercialização de artesanatos, cosméticos e produtos alimentares nativos de comunidades tradicionais, quilombolas, indígenas e de agricultores agroextrativistas dos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará.

Na Feira será possível encontrar produtos como castanha de baru, conservas, farinha e óleo de pequi, geleias, licores, doces, farinha de jatobá, farinha e azeite de babaçu, produtos derivados do buriti, macaúba entre outros alimentos de espécies nativas de excelência gastronômica.

De artesanato o destaque será para os produtos de Capim Dourado feitos no Jalapão/TO, os bordados e cerâmicas do Vale Jequinhonha/MG, as cestarias de buriti e bordados do Vale do Urucuia/MG e as cestarias indígenas da etnia Kayapó/PA.

Na tenda gastronômica serão comercializados sanduiches naturais, salgados integrais, tapiocas, bolos, doces e sorvetes e sucos de frutos do Cerrado e diversos outros quitutes feitos a partir dos produtos do Cerrado.

Para Luis Carrazza, da Central do Cerrado, entidade que participará do evento, “essa ação é fundamental para que a população conheça e tenha acesso aos produtos feitos a partir do uso sustentável do Cerrado. Estaremos comercializando artesanatos, conservas, castanhas, méis, cosméticos, frutas secas, bebidas e outros produtos desenvolvidos por comunidades extrativistas. Através do consumo desses produtos as pessoas poderão se abastecer com produtos saudáveis de alta qualidade e ainda contribuir para a conservação do Cerrado em pé, geração de renda para as comunidades locais e consequentemente para manutenção das famílias no campo com dignidade e preservação dos modos vidas tradicionais e da cultura local de diversas comunidades agroextrativistas”.

A feira é uma excelente oportunidade para as pessoas conhecerem as espécies típicas do Cerrado, contribuindo para o fortalecimento da economia das comunidades e geração de renda das populações tradicionais.

Esta ação é uma realização da Rede Cerrado e da Central do Cerrado, com o apoio do Centro Cultural Banco do Brasil, Habitat Socioambiental, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), GEF – Cerrado e Banco Mundial.

Sobre a Rede Cerrado

A Rede Cerrado foi fundada no mesmo ano da Cúpula da Terra, a Rio 92, quando 172 chefes de estado se reuniram no Rio de Janeiro para discutir formas de conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a conservação dos ecossistemas. Impulsionadas por isso, organizações da sociedade civil de base comunitária, que atuam pela conservação do Cerrado, perceberam a oportunidade de se criar um coletivo que, antes de tudo, conseguisse garantir voz aos povos e comunidades tradicionais, promovendo justiça social e sustentabilidade ambiental.

Hoje a Rede é composta por um braço jurídico que conta com 50 entidades filiadas e congrega cerca de 500 organizações da sociedade civil de base comunitária, representando trabalhadores e trabalhadoras rurais, extrativistas, indígenas, quilombolas, geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais, entre outros povos e culturas tradicionais. A diversidade de atores comprometidos e atuantes no campo político da Rede Cerrado é grande e, sem dúvida, seu maior patrimônio.

Entre as ações da Rede, destaque para sua participação estratégica em diversos espaços públicos socioambientais para propor, monitorar e avaliar projetos, programas e políticas públicas afetos ao Cerrado e a seus povos.

Serviço:

Feira do Cerrado


Data: De 11 a 21 de setembro de 2014

Horário de funcionamento: dias de semana de 12h-21h e finais de semana de 9h-21h; terça-feira não é aberto ao público
Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília-DF

Mais informações:

Letícia Campos:
 This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. 
(61) 9949-6926 ou 8201-3536
www.redecerrado.org.br

Facebook: Rede Cerrado Sociobiodiversidade 

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Cerrado: terra dos povos indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, agricultores familiar, entre vários outros grupos sociais que vivem no bioma e atuam como guardiões. Mosaico ecológico, uma das savanas de maior biodiversidade do planeta (5%), abriga cerca de 33% da biodiversidade brasileira. Estudos apontam que existem cerca de 15 mil espécies de plantas no Cerrado, das quais 44% são endêmicas (exclusivas do bioma), além de uma fauna riquíssima, com aproximadamente 300 mil espécies de animais.
 


Caixa d´água do Brasil, a região do Cerrado é berço das principais bacias hidrográficas brasileiras: Prata, São Francisco e Tocantins-Araguaia, além de porções menores das bacias do Amazonas e do Parnaíba. 

Ao longo dos anos a ocupação humana e o avanço do agronegócio têm ameaçado a própria existência deste rico bioma e de seus povos tradicionais. Até 2010, o Cerrado já havia perdido 48,5% de sua cobertura vegetal e o processo de devastação continua. Hoje, o bioma conta com 54 milhões de hectares ocupados por pastos e 21,56 milhões de hectares por culturas agrícolas.

Para apresentar para o público o potencial do Cerrado, as ameaças que tem sofrido e a cultura das populações tradicionais, a Rede Cerrado participará de várias ações neste 11 de setembro.

Fique por dentro da nossa programação e venha celebrar conosco o Dia do Cerrado! 

Exposição Cerrado: uma janela para o planeta
Dia: de 05 de setembro a 19 de outubro
Local: Centro Cultural Banco do Brasil
Horário de funcionamento: dias de semana de 12h-21h e finais de semana de 9h-21h; terça-feira não é aberto ao público 

Feira do Cerrado
Dia: de 11 a 21 de setembro
Local: Centro Cultural Banco do Brasil

Festival Gastronômico Cerrado Week
Dia: De 15 a 21 de setembro
Local: Estabelecimentos inscritos. Acesse o link para ver a lista de mais de 30 restaurantes e cafés

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Amigos e amigas das comunidades, paróquias, movimentos sociais, sindicatos e associações e organizações populares, estamos realizando nossa primeira Romaria do Cerrado, momento de renovação da fé e da esperança para continuar lutando pelo Cerrado em Pé e todas suas formas de vida.

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de 2.036.448 km, cercade  22% do território nacional. A sua área contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial hídrico, e contribui para a biodiversidade deste bioma.

Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros, fecheiros e extrativista que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade. Inúmeros tipos de frutos comestíveis são regularmente consumidos pela população local e vendidos nos centros urbanos, como o Pequi, Buriti, Mangaba, Cagaita, Bacupari, Cajuzinho do Cerrado, Araticum, Jatobá e as sementes do Barú.

Devido à importância estratégica deste bioma para os interesses do capital, as questões sociopolíticas são constantemente marcadas por disputas de poder, que possuem diferentes contornos em função de projetos antagônicos.  De um lado, o agronegócio apoiado com o incentivo ou omissão do Estado e da grande mídia, e do outro, os camponeses, com o apoio de entidades e organizações populares que resistem bravamente aos desmandos deste modelo dominante.

As desigualdades no campo se traduzem em diversos impactos de ordem social, como trabalho escravo, desemprego, êxodo rural, violência rural e urbana, grilagem, entrada ilegal de empresas em comunidades (sem consentimento dos trabalhadores), constantes ameaças aos camponeses, falsidade ideológica, cooptação de lideranças, superfaturamento das terras (especulação), tráfico de influência, aumento da prostituição e do alcoolismo, divisão de comunidades e territórios tradicionais, criminalização de lideranças e movimentos sociais.

No campo ambiental, o desmatamento, carvoejamento, monocultura, assoreamento, poluição de água e solos, e o uso indiscriminado de agrotóxicos, são responsáveis pela devastação de um dos mais importantes biomas brasileiro. A tendência é que as atividades agropecuárias avancem sobre os territórios das comunidades tradicionais da região do Norte de Minas e Oeste da Bahia, exemplos, são os conflitos na região de Arrojado-Ribeirão e Couro de Porco (Correntina) e Jacurutu-Salobro (Santa Maria da Vitória), sendo estas comunidades de Fundo e Fecho de Pasto, algumas com processos de Ações Discriminatórias Administrativas Rurais concluídas. O caso de Couro de Porco e seu processo de grilagem detectou um dos maiores escândalos de fraudes cartoriais no Oeste da Bahia, que é o caso da Matrícula 2280. Na região de Barreiras e Formosa do Rio Preto também são palcos de diversos conflitos de terra, com destaque para os que envolvem as comunidades geraizeiras do Alto do Rio Preto e Fazenda Estrondo.

Além dos intensos conflitos de terra, o Cerrado é um espaço de produção de água. Ele é o berço das águas do Brasil. Entretanto, os seus rios têm atraído os gananciosos que trouxeram para nossas regiões grandiosos projetos de destruição total dos mesmos. No coração do Rio São Francisco está instalado o projeto Jaíba, que consome atualmente mais de 65 metros cúbicos de água por segundo no Norte de Minas Gerais. No oeste da Bahia, nos afluentes do São Francisco há projetos monstruosos como a Faz. Suze (Correntina), e a Santa Colomba (Côcos) que estão retirando a água quase que totalmente desses afluentes do São Francisco.

Diante de todas essas realidades, lideranças das comunidades e das entidades já há algum tempo sonhavam com a realização de uma Romaria no Cerrado, com caráter Celebrativo, diante de todas as formas de vida e de resistência de seus povos, mas também de denúncia de todas as mazelas que o projeto do capital tem trazido para a região e para as comunidades centenárias. Queremosfortalecer a identidade dos povos geraizeiros e suas comunidades e organizações para avançar no enfrentamento ao agronegócio e defesa do Cerrado.

Portanto, somos convocados e convocadas a participar da Romaria do Cerrado e das atividades que acontecerão durante a Semana do Cerrado.

Boa Romaria!

 

PROGRAMAÇÃO GERAL DA SEMANA DO CERRADO

Dia

    Horário

Atividade

Local

08/09

9 h às 12 h

Seminário sobre o Cerrado

Câmara de Vereadores-Correntina

08/09

14 h às 16 h

Preparação e envio das equipes para o mutirão

EFAPA - Correntina

09 a 11

Dia todo

Mutirão de visita as comunidades

Côcos, Jaborandi, Santa Maria da Vitória, Correntina e Norte de Minas

12/09

08 às 17h

Avaliação do mutirão e  preparação para a Romaria

Salão Paroquial - Côcos

12/09

Dia todo

Intercâmbio dos geraizeiros  envolvendo comunidades de Caetité, Barreiras e Correntina

Comunidade de Praia

Correntina -BA

13/09

Dia todo

1ª Romaria do Cerrado

Concentração dos/as romeiros/as no Posto JR

Côcos -BA

 

Fonte: Agência 10envolvimento (09/11/2014)

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O Cerrado é o segundo maior bioma do País, com biodiversidade que pode chegar a 5 mil espécies de plantas vasculares, sendo 80% de porte herbáceo ou arbustivo. Mas nem só de vegetação rasteira vive a chamada Savana brasileira. A paisagem do Cerrado possui uma grande variação entre a quantidade de árvores e ervas. O resultado é um cenário variado, que vai desde o campo limpo, com a vegetação dominada por gramíneas e sem a presença de elementos lenhosos, passando pelo cerrado fechado, o cerradão, que se assemelha com uma floresta, com grande quantidade de árvores e aspecto florestal. Há ainda formas intermediárias: campo sujo, campo cerrado e cerrado stricto sensu, classificadas de acordo com a densidade crescente dos arbustos.

 
bioma do cerrado

Biomas do cerrado Imagem de arquivo

Predomínio de árvores retorcidas, distribuídas esparsamente entre um tapete de gramíneas. Assim pode ser caracterizado o Cerrado, bioma típico predominante no Planalto Central brasileiro. Goiás, Tocantins e Distrito Federal, e ainda integra a paisagem de parte da Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rondônia e São Paulo. Ao todo, são 2 milhões de km² - quase quatro vezes o tamanho da Espanha - que recobrem cerca de um quarto do território do Brasil e são encontrados também ao norte do Amapá, Amazonas, Pará e, ao sul, em pequenas ilhas do Paraná.

 

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O Cerrado é o segundo maior bioma do País, com biodiversidade que pode chegar a 5 mil espécies de plantas vasculares, sendo 80% de porte herbáceo ou arbustivo. Mas nem só de vegetação rasteira vive a chamada Savana brasileira. A paisagem do Cerrado possui uma grande variação entre a quantidade de árvores e ervas. O resultado é um cenário variado, que vai desde o campo limpo, com a vegetação dominada por gramíneas e sem a presença de elementos lenhosos, passando pelo cerrado fechado, o cerradão, que se assemelha com uma floresta, com grande quantidade de árvores e aspecto florestal. Há ainda formas intermediárias: campo sujo, campo cerrado e cerrado stricto sensu, classificadas de acordo com a densidade crescente dos arbustos.  A enorme biodiversidade do Cerrado abriu as portas para a exploração dos recursos vegetais. Plantas são usadas como alimentos, remédios e ornamentos. Entretanto, esse rico ecossistema também dá lugar, de maneira cada vez mais intensa, à pecuária e à agricultura. Há apenas 43% das áreas remanescentes desse bioma, das quais apenas 10% estão em locais de preservação permanente, como parques e reservas e 5% em unidades de conservação. Outras 7% encontram-se em território indígena e 21% em áreas particulares. Nesse contexto, equilibrar desenvolvimento econômico e conservação ambiental é imprescindível. Por ano, 2,6 milhões de hectares de Cerrado são desmatados. Se o ritmo da devastação se mantiver, em 2030 restará apenas 5% da área total original deste bioma, que caracteriza-se também pela concentração excepcional de espécies endêmicas.

Entretanto, a preservação do Cerrado esbarra nas limitações impostas pela própria Constituição Federal, que, no Capítulo VI Art. 225 tutelou, pela primeira vez, o meio ambiente, instaurando uma nova ordem jurídica de maneira a proteger a relação homem-natureza e, por conseguinte, a relação homem-homem. Porém, o Cerrado não recebeu a mesma atenção dispensada a Mata Atlântica, a Floresta Amazônica, ao Pantanal Matogrossense e a Zona Costeira, considerados patrimônios nacionais. Reconhecer perante a lei, a importância do Cerrado para o Brasil é fundamental para a preservação desse bioma que é a maior fronteira agrícola do país e possui, ainda hoje, fauna, flora e ambiente aquático pouco estudado.

Baseado na publicação de http://palavrasapenas-palavraspequenas.blogspot.com.br/2011/09/jornalismo-cientifico-cerrado-agua.htm

 

 

Fonte: Cerradania (09/11/2014)

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