Podem concorrer fotos de paisagens, fauna, flora, espécies ameaçadas e de aspectos naturais da Unidade de Conservação.

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO) está com inscrições abertas para o concurso fotográfico "Encantos do Cerrado". Serão selecionadas 20 fotos para compor exposição a ser montada no Dia do Cerrado, em 11 de setembro, no Centro de Visitantes da Unidade de Conservação (UC). Os interessados podem se inscrever até 12 de agosto.

As fotos selecionadas também farão parte do banco de imagens do Parque para serem utilizadas, futuramente, em materiais educativos, informativos, folders, banners e outras peças gráficas com o intuito de divulgar as belezas naturais e culturais da região. 

Poderão concorrer fotografias relacionadas às paisagens, fauna, flora, espécie ameaçada e aspectos culturais do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. "Esse é o primeiro concurso. Queremos dar destaque às questões chaves, como conservação de espécies ameaçadas", explicou Carla Guaitanele, chefe da unidade.

Cada participante poderá apresentar até duas fotos por categoria, mas o trabalho é livre. "Não temos restrições quanto à técnica, a foto pode ser colorida ou em preto e branco" disse Guaitanele. Apesar disso, é importante destacar que, segundo o edital do concurso, não serão aceitas fotografias com manipulação digital excessiva, que modifique o assunto ou que insira objetos e pessoas artificialmente.

O resultado da seleção será publicado no site do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros na data provável de 25 de agosto. O julgamento será feito por uma equipe multidisciplinar do Parque e convidados. Os três primeiros colocados de cada categoria receberão certificado de premiação e ganharão outro prêmio a ser divulgado posteriormente.

Inscrições

Para se inscrever, basta enviar as fotos pelo e-mail  This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. , com a descrição no assunto "Concurso Fotográfico". As fotografias também podem ser entregues na sede da UC ou enviadas via correio em um CD devidamente identificado. O endereço do Parque é: Rodovia GO 239 Km 39, Distrito de São Jorge. Alto Paraíso de Goiás. CEP 73770-000.

Visitação

O Parque Nacional da Chapada é aberto à visitação de terça a domingo. Em casos de feriados nas segundas-feiras, a unidade permanecerá aberto neste dia, fechando no primeiro dia útil subsequente.

Em janeiro e julho, meses de férias escolares, o Parque fica aberto todos os dias. A entrada fica aberta das 8h às 12h e os visitantes devem sair da unidade até as 18h. Não há cobrança de ingressos.

 

Fonte: Instituto Chico Mendes (18/07/2014)

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Foto: Bruno Figueiredo / Odin
 
O Projeto Caminhão-Museu Sentimentos da Terra estará na praça Euclésio Gobbi, na Chapada Gaúcha do dia 25 ao dia 27 de Julho de 2014. 
 
O caminhão é um Museu Itinerante que retrata de forma histórica e interativa as lutas pela terra no Brasil  e foi desenvolvido através da parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais, por meio do Projeto República e o Ministério do Desenvolvimento Agrário, pelo Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD).
 
A exposição interativa é um museu montado sobre um caminhão que recupera, em variadas linguagens historiográficas e suportes de divulgação, o tratamento dado àsformas de resistência camponesa e à história da luta pela terra no Brasil.
 
Não perca a oportunidade e visite o Caminhão-Museu Sentimentos da Terra!
 
 
(17/07/2014)
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A nova espécie é da família da pitangueira, do gênero eugênia. Ela produz frutos; ainda não é possível dizer se ela tem funções medicinais.

Após passarem três anos catalogando espécies de plantas do cerrado, pesquisadores da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) descobriram uma planta inédita, que ainda não foi catalogada por nenhum especialista. Segundo o biólogo e pesquisador, Eduardo Ribeiro dos Santos, a nova espécie é da família da pitangueira, do gênero eugênea. Ela é frutífera.

A nova planta tem cerca de 10 metros e é frutífera (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)A nova planta tem cerca de 10 metros e é frutífera
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

"Logo após a floração em pouco tempo os frutos podem ser colhidos. É curioso porque o florescimento desta planta ocorre no período mais seco do ano, então agora a planta está perdendo as folhas e logo após a queda das folhas, emerge as flores e em poucos dias, talvez 40 dias, os frutos já estão maduros", explica Santos.

A planta, que foi descoberta e que nunca havia sido notada, tem cerca de 10 metros de altura. Os frutos dela foram fotografados. Os ramos recolhidos foram levados para análise de especialistas da Universidade de Brasília (UnB), que confirmaram que se trata mesmo de uma nova espécie. "Nós levamos para o especialista da UnB e ele realmente constatou que é uma espécie nova".

Ainda não é possível dizer se a árvore tem funções medicinais. E para que ela seja reconhecida pela ciência como inédita no cerrado tocantinense, o trabalho de pesquisa e diagnóstico precisa ser publicado em revistas científicas internacionais. "Eu imagino que daqui uns 6 meses deve sair esta publicação. É o que nós esperamos. E a partir disso estará consolidado que esta é uma espécie nova", completou o pesquisador.

 

Fonte: G1 (15/07/2014)

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Produtora investe em árvores nativas do bioma em Tangará da Serra (MT). Investimento inicial para 600 pés de árvores foi de R$ 3 mil.

Os frutos do Cerrado podem se transformar em um negócio lucrativo para produtores rurais com propriedades no bioma. A professora e agricultora Cleci Grzebieluckas aposta na ideia, após defender uma tese de doutorado sobre murici, fruta do Cerrado.

Em seu sítio no município de Tangará da Serra, ela plantou os primeiros pés de murici há três anos e ela gastou R$ 3 mil para plantar mais 600 árvores de pequi, cagaita, mutamba, mangaba e etc. A produtora considera um custo baixo, já que a produção dispensa agrotóxicos. Daqui a três anos, ela espera colher até três caixas por pé de murici e cagaita.

Por acreditar no negócio, pretende disseminar esses conhecimentos para a comunidade como uma opção de renda. “Já ofereci para as mulheres da comunidade Vale do Sol fazerem doces para ver como ficam. Pega os frutos e vamos trabalhar, ver se é possível fazer algo diferente com esses frutos também”, diz.

Clóvis José de Almeida, que tem uma propriedade em Arenápolis (GO) foi o fornecedor das mudas para dona Cleci. Ele começou a usar a produção de árvores nativas para fazer picolés caseiros para vender e hoje é empresário do ramo. Tem três indústrias de processamento de polpas e produção de picolé, em Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Já são 35 hectares com mais de 100 árvores frutíferas da Caatinga, região Amazônica e Cerrado.

Ele calcula que cada hectare de mangaba renda aproximadamente 33 mil reais. “O pequeno produtor hoje, se plantar, dentro de dez anos tem uma aposentadoria entre 5 hectares milionária. Provo isso porque estou plantando”, afirma o empresário.

A pesquisadora Carmen Almeida Alves, mestre em agroecologia e desenvolvimento rural, veio de Salvador (BA) para conhecer a plantação. Ela acredita que há um mercado amplo para os frutos cultivados no sítio da dona Cleci, desde as indústrias que processam a polpa até fábricas de sorvete e picolé.

“Já há exemplos de vários pontos do país que a comunidade começa com uma produção local aqui no Cerrado com o fruto e vai ampliando, porque o Cerrado é rico em diversidade”, ressalta a pesquisadora.

 

Fonte: G1 (14/07/2014)

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A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6324/13, da suplente de deputada Marina Santanna (PT-GO), que cria normas para o uso do cerrado, sua conservação, preservação, proteção, utilização e regeneração.

O projeto considera cerrado os seguintes tipos de vegetação, conforme delimitação do Mapa de Biomas do Brasil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): savana, savana estépica, floresta estacional semidecidual, floresta estacional decidual e refúgio vegetacional, bem como áreas de contato entre essas tipologias.

Segundo a autora da proposta, o cerrado é o segundo maior bioma do Brasil, ocupando originalmente cerca de 24% do território brasileiro. Marina Santanna lembra que o cerrado é a formação savânica mais biodiversa do planeta, mas também a mais ameaçada. “Nos últimos 50 anos, o bioma perdeu metade de sua cobertura original”, destaca. “As ameaças são decorrentes de um processo histórico recente de ocupação, com a interiorização da capital brasileira, a abertura de estradas e, principalmente, a expansão da fronteira agrícola”, complementa a deputada.

Ações

Como instrumentos para atingir os objetivos propostos, o projeto prevê, entre outros:

- o monitoramento da cobertura vegetal e das emissões de gases de efeito estufa;

- o zoneamento ecológico-econômico do cerrado, para definir as áreas para o desenvolvimento de atividades econômicas e para a conservação da biodiversidade;

- a implantação da Reserva da Biosfera do Cerrado;

- a ampliação da rede de unidades de conservação da natureza de proteção integral e de uso sustentável;

- a recuperação e o aproveitamento das áreas degradadas;

- o controle e a fiscalização do uso de insumos químicos na agropecuária;

- o combate às queimadas e à capacitação de proprietários e posseiros rurais para o manejo sustentável do fogo;

- a educação ambiental;

- a prestação, pelo Poder Público, de assistência técnica e capacitação dos agricultores familiares e das comunidades tradicionais para o desenvolvimento da agropecuária e atividades agroextrativistas e turísticas de forma sustentável.

Reflorestamento

A proposta também prevê que o Poder Público fomentará o plantio e o reflorestamento do bioma com espécies nativas, em especial as iniciativas voluntárias de proprietários rurais. O repovoamento da fauna nativa, em especial, das espécies ameadas de extinção também deverá ser incentivado. 

Nos casos em que o enriquecimento ecológico exigir a supressão de espécies nativas que gerem produtos ou subprodutos comercializáveis, será exigida a autorização do órgão competente do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama).

Conforme o texto, as políticas, os planos e programas governamentais de fomento à infraestrutura e à economia no bioma serão tratados no Relatório de Avaliação Ambiental Estratégica, que será submetido à aprovação do órgão ambiental competente do Sisnama, mediante realização prévia de audiência pública.

Fundo

A proposta cria ainda o Fundo de Restauração do Bioma Cerrado, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, para assegurar recursos para financiar projetos, estudos e empreendimentos que visem à restauração ecológica do bioma e a sua exploração sustentável.

O fundo receberá dotações orçamentárias da União e será administrado por um comitê executivo composto por 13 membros, incluindo representantes do governo, de organizações não governamentais, de agricultores, de trabalhadores e de povos e comunidades tradicionais.

Tramitação

A proposta será analisada por comissão especial e, em seguida, pelo Plenário.

 

Fonte: Agência Câmara (14/07/2014)

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A Universidade do Estado de Minas Gerais, em parceira com diversos órgãos, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil, produziram um catálogo contendo 30 espécies do Cerrado mineiro que fornecem matéria prima para a produção artesanal do Vale do Urucuia. A intenção é fazer com que a população saiba mais sobre todas etapas da cadeia produtiva, além de sugerir diferentes formas de utilização desses produtos nativos sem prejuízo para o meio ambiente.

Para acessar o catálogo clique no link: http://bit.ly/1m1zJJ9

 

(11/07/2014)

 

 

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24 delegados representarão o Tocantins na III Conferência Nacional.

Avaliar avanços e desafios da Economia Solidária no estado do Tocantins e levantar propostas para composição de um Plano Estadual da área foram alguns dos objetivos da II Conferência Estadual de Economia Solidária realizada, em Palmas de 25 a 27 de junho.

Segundo avaliação do presidente do Conselho Estadual de Economia Solidária do Tocantins – Cees/To, Gilberto Milhomem Marinho, o Estado apresentou importantes avanços em sua política de Economia Solidária e explica: “Nós somos o terceiro estado do país a criar uma lei de Economia Solidária, um importante passo para que os benefícios cheguem à população, mas além disso, nos últimos anos os princípios da Economia Solidária foram difundidos e incentivamos em nossas comunidades e o resultado é o maior engajamento dos envolvidos”. Quanto aos desafios que ainda precisam ser enfrentados o presidente do Conselho destacou a implantação de leis e conselhos municipais de Economia Solidária, a necessidade de articulação das diversas políticas públicas que perpassam o tema e ainda a proposta de transformar o Prodivino em um banco de incentivo aos empreendimentos solidários.

Representatividade

Todas as regiões do Estado com seus diferentes empreendimentos solidários estiveram representadas na Conferência Estadual por meio dos 168 delegados eleitos nas etapas regionais e territoriais e pelas propostas debatidas e votadas nesta primeira etapa. De acordo com o presidente do Cees/TO os três principais campos da Economia Solidária desenvolvidos no Tocantins são agricultura familiar, artesanato e extrativismo.

Para a sócia da Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais e Quebradeiras de Coco do Bico do Papagaio (Asmobip), Rosany Batista, a Conferência é um espaço para defender ideias e cobrar direitos: “Estamos aqui pelo babuçu livre, já temos uma lei defendendo nosso direito de extrair o coco, mas essa lei não tem sido cumprida, o agronegócio tem chegado e tirado o nosso sustento”. Denuncia a quebradeira de coco.

Já a região do Jalapão que se destaca pelo artesanato do capim dourado teve como uma de suas representantes a membro da Associação dos Agricultores Familiares de Santo Onofre, Raquel Pinheiro. A artesã explica que a principal dificuldade de sua classe é na comercialização da produção: “Nossa proposta mais urgente é a criação de meios para vender os produtos, acabando com os atravessadores que muitas vezes exploram o produtor”. Um dos exemplos sugerido por Raquel foi a criação de vitrines em órgãos públicos.

Conferência

A II Conferência Estadual tem como tema: “Construindo um Plano Estadual da Economia Solidária para promover o direito de produzir e viver de forma associativa e sustentável”. Durante o evento foram debatidos três eixos: “Contextualização do Plano” – Análise das forças e fraquezas (internas) e das oportunidades e ameaças (externas) para o desenvolvimento da economia solidária; “Objetivos e Estratégias do Plano” – Debate sobre as demandas dos empreendimentos econômicos solidários com base nos princípios da economia solidária e “Linhas de Ação e Diretrizes Operacionais do Plano”.

Entre os participantes foram eleitos 24 delegados, sendo 12 representantes dos empreendimentos de Economia Solidária, seis representantes de entidades que prestam assessoria técnica e seis representantes de órgãos governamentais. Os delegados eleitos representarão o Tocantins na III Conferência Nacional que acontece de 14 a 16 de novembro em Brasília. 

 

Fonte: Surgiu

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Nova versão do plano de prevenção e controle do desmatamento e das queimadas no bioma será divulgada em agosto.

Reduzir em 40% os índices anuais de desmatamento no Cerrado até 2020 é a meta prevista pelo Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado (PPCerrado). Integrantes da Comissão Nacional do Cerrado (Conacer) realizaram, nesta quinta-feira (10), a segunda reunião para avaliar as propostas do novo PPCerrado e apresentaram diversas contribuições, a serem avaliadas pela Comissão Executiva do Plano nos próximos 15 dias.

A nova versão da segunda etapa deste plano interministerial será divulgada na segunda quinzena de agosto pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), contendo as projeções estratégicas para o controle do desmatamento e das queimadas no bioma para os próximos seis anos.

O Conacer, formado por representantes de vários setores do governo e da sociedade civil organizada, pretende acompanhar de perto a aplicação desta política pública e os resultados estratégicos decorrentes do plano.

Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado

O “Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite” é resultado de cooperação técnica entre o Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), executado pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama.

O PPCerrado traz a sua ampliação para as demais áreas do governo federal bem como novas iniciativas consideradas fundamentais para levar à redução do desmatamento do bioma. Em sua constituição, ele detalha todas as ações até 2011, que é o último ano do atual Plano Plurianual (PPA) do governo.

O PPCerrado engloba tanto o compromisso nacional voluntário de redução (em 40%) das emissões provenientes do desmatamento do cerrado, quanto outras ações, descritas no Plano Operacional do PPCerrado, e que terão suas emissões computadas dentro dos esforços dos planos setoriais de Agricultura e Siderurgia. Isso tem o objetivo de evitar dupla contagem na redução de emissões.

 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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IGTEC e Unimontes apoiam o desenvolvimento da cadeia produtiva de frutos, fito medicamentos e resíduos florestais encontrados no bioma. Centro de pesquisa vai potencializar o extrativismo sustentável do Cerrado mineiro.

Minas dá um passo importante para expandir a exploração econômica e ecológica das plantas medicinais, frutos e resíduos do Cerrado.

O Instituto de Geoinformação e Tecnologia (IGTEC), em parceria com a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), vai implantar o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Sustentável do Cerrado com a intenção de orientar e dar suporte tecnológico aos milhares de produtores e famílias mineiras que vivem da renda do extrativismo.

As obras do centro, nas dependências da Unimontes, no Norte de Minas, em uma área de 1.500 metros quadrados, devem ser iniciadas no segundo semestre deste ano, com previsão de conclusão em 2015.

A ideia é que o espaço se torne em uma referência para os produtores locais, onde eles possam ser capacitados para trabalhar com o conceito de extrativismo sustentável e aprimorar os processos de coleta, armazenamento e controle da qualidade de acordo com as exigências de parceiros e clientes.

"Não existe um ambiente para discutir e desenvolver as ações de forma bem organizada e planejada. O centro vai cumprir esse objetivo. Vamos ensinar as famílias que elas precisam preservar o Cerrado e interromper a degradação, porque é dali que elas vão retirar os frutos e plantas para manter as agroindústrias e transformá-los em produtos que agreguem valor, renda e qualidade de vida", esclarece o pesquisador do IGTEC, Fernando Madeira.

"A Unimontes vai oferecer pesquisadores que estudam o Cerrado para desenvolver as atividades no centro, o que não aconteceria se ele fosse instalado em outro lugar, enquanto pesquisadores do Cetec vão poder trabalhar mais próximos do campo de estudo. Esses fatores vão potencializar os trabalhos que já estão em andamento e permitir estar presente junto às comunidades para desenvolver as cadeias produtivas", acredita o pró-reitor de Pesquisa da Unimontes, Mário Marcos do Espírito Santo.

O projeto prevê organizar toda a cadeia produtiva, partindo da identificação das áreas de ocorrências dos insumos naturais até a comercialização dos produtos. Os frutos são transformados em polpa, licor, óleo, sabão, creme, farinha e até mesmo em adubo. As plantas são vendidas para a indústria farmacêutica, onde são aplicadas na fabricação de cosméticos, cremes, pomadas, comprimidos e cápsulas. Por sua vez, os resíduos florestais são aproveitados como matéria-prima para a confecção de artesanato.

"Tem ainda uma questão social, que busca verificar a melhoria de qualidade de vida dos trabalhadores beneficiados com o projeto", acrescenta Fernando. Além da Unimontes, o IGTEC conta com a apoio das Secretarias de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), Meio Ambiente (Semad) e Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Sebrae.

Trabalho contínuo

O centro é um desdobramento de outros projetos que foram desenvolvidos nos últimos 20 anos pelo IGTEC. A instituição é fruto da junção do Instituto de Geociências Aplicadas (IGA) e da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais, em dezembro de 2013. Um deles faz o diagnóstico, mapeamento e levantamento do extrativismo e do potencial econômicos da Fava D'anta, árvore típica do Cerrado, desde 2002. Da Fava D'anta é extraída a rutina, substância que serve como base para a produção de medicamentos e que tem cerca de 90% de sua produção enviada ao mercado externo, o que coloca o país na posição de maior exportador do mundo.

"As famílias foram cadastradas, agrupadas e instruídas a colher a fava de modo sustentável, o que tem viabilizado o processo de preservação da espécie e uma negociação mais justa com as indústrias", explica Fernando. Prova disso é que, em 2002, a rutina era vendida a R$ 0,20 o quilo. Atualmente, o valor é de R$ 1,29. Além disso, nesse período o número de famílias envolvidas saltou de 115 para 586 e a quantidade de fava coletada avançou de 104 para 977 toneladas.

Outra iniciativa está voltada para a implantação de unidades de beneficiamento e comércio de produtos oriundos da base produtiva local. Atualmente, o IGTEC oferece suporte tecnológico a nove cooperativas que transformam frutos em doces, geleias, compostas e licores. Em 2002, o preço médio dos produtos comercializados era de R$ 0,40 o quilo com o envolvimento de 52 famílias. Hoje, o valor é de R$ 6,80 e o número de grupos familiares participantes é de 282.

Rico e sustentável

O cerrado é um bioma característico do Brasil que se destaca pela diversidade e riqueza da flora. As plantas e frutos deste bioma são usados na fabricação de alimentos, remédios, forragem, fertilizantes, energia, fibra, resina, goma, materiais de construção, entre outros. Em diversas regiões ainda se encontram populações tradicionais que conciliam o uso dos recursos naturais com a conservação do Cerrado, bioma que ocupa mais de 50% do território de Minas Gerais (veja imagem).

   

Entre as diversas frutas, destaca-se o pequi. O pequizeiro é uma planta muito importante para as populações do Cerrado, que a utilizam tradicionalmente para diversos fins, dando origem a uma série de produtos. Atualmente, Minas Gerais produz cerca de 30% de toda a produção brasileira de pequi, sendo o Norte de Minas responsável por 22,34%. Além do pequi, também destacam-se outras plantas e frutos típicos do cerrado, como o buriti, cagaita, umbu, araticum, baru, macaúba, coquinho azedo e mangaba.

 

Fonte: Agência Minas (09/07/2014)

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Bioma ocupa 11,5 hectares e é encontrado nas regiões Norte e Sul do estado. Dados foram divulgados em pesquisa realizada pela Fundação Cepro.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Cepro revela dados importantes sobre o cerrado piauiense. O trabalho mostrou que o bioma cerrado ocupa uma área de 11,5 milhões de hectares, em 28 cidades nas regiões Norte e Sul do Piauí, e é considerada a fronteira agrícola do estado.

O estudo iniciou em julho do ano passado e foi concluída há dois meses. A agricultura mecanizada se expande a partir dos grandes plantios de soja, arroz, milho, feijão, milheto e algodão.

"A nossa região de dominínio do Sul e extremo-sul tem uma produção cada vez mais crescente. Estamos exportando e dando muita oportunidade do estado arrecadar mais. Apesar de não termos uma estrutura suficiente para cuidar destas riquezas e destas potencialidades", economista e pesquisar da Cepro, Romildo Torres.

O avanço do setor agrículo impulsiona o desenvolvimento das cidades. De acordo com a pesquisa, os municípios de Uruçuí e Bom Jesus cresceram quase 40% nos últimos sete anos. Em 2012 a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS)  na região chegou aos R$ 77 milhões e de acordo com os pesquisadores este valor poderia ser maior.

"O que mais prejudica a nossa arrecadação é a agregação de valores do nosso produto"

Para o agrônomo e pesquisador da Embrapa, Marcos Lopes, as condições naturais como clima e solo são fundamentais para o crescimento da região considerada atualmente como uma das mais importantes fronteiras agrícolas do país. "Na questão da produção, com a proposta de diversificar a exploração, temos a possibilidade de chegar em 2020 elevando a produção de grãos e outras atividades, como a pecuária", declarou.

 

Fonte: G1 (09/07/2014)

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