Dos dias 25 a 28 de setembro, acontece em Alto Paraíso de Goiás a IV Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros, uma realização do Centro UnB Cerrado em parceria com a Cooperativa Frutos do Paraíso. Desde a sua primeira edição em 2011, a Feira de Sementes e Mudas vem reunindo agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pequenos produtores e demais interessados da comunidade local, além de representantes do poder público, ONGs, estudantes e pesquisadores, proporcionando um rico ambiente de intercâmbio de experiências e saberes. 

O momento não poderia ser mais oportuno: 2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar, assim declarado pela ONU em reconhecimento à contribuição da agricultura familiar para a segurança alimentar e para a erradicação da pobreza no mundo; além disso, a Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros integra a programação internacional do Mês de Ação Global em Defesa das Sementes Livres, Soberania Alimentar e Democracia da Terra, que vai dos dias 20 de setembro a 20 de outubro. Nesse período, movimentos e organizações do mundo inteiro estarão se manifestando para reafirmar o compromisso com uma agricultura mais justa e sustentável, de liberdade para as sementes crioulas, nativas e tradicionais.  

Hoje, a perda de variedades locais e tradicionais de sementes, e o consequente declínio da diversidade genética, representa uma ameaça real para agricultura e a soberania alimentar no campo. Esse processo é conhecido como erosão genética, e será o tema da primeira roda de prosa da Feira, no dia 25 à tarde: “Onde Estão Nossas Sementes? Erosão Genética, Tecnologias e Poder”. À noite, um forrózinho com Conrado Pera e Quarteto Buriti, para celebrar a abertura da quarta edição da Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros.

A programação inclui também oficinas de Sementes Silvestres do Cerrado, Extrativismo e Valorização da Sabedoria Tradicional para a Autonomia Alimentar, e Gestão de Bancos Comunitários de Sementes Crioulas, no dia 26 pela manhã. Na parte da tarde, visitas a campo para conhecer experiências locais de produção agroecológica e vivências de reflorestamento. No sábado, dia 27, o dia começa com a roda de prosa: “Trajetória de lutas para resgate, conservação, melhoramento participativo e multiplicação de sementes”. A troca de sementes propriamente dita acontece no sábado à tarde, e promete ser bem animada, com DJ de música brasileira e cortejo do grupo Maracatu Leão do Cerrado. A feira encerra no domingo de manhã, com um encontro de articulação da rede de agroecologia na Chapada dos Veadeiros.

A troca de sementes é um momento privilegiado para a constituição de redes de reciprocidade e para a transmissão de conhecimentos. A Feira de Sementes e Mudas é um  valioso espaço de interação, integração e transformação socioeconômica para a região da Chapada dos Veadeiros. O convite para a IV Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros é aberto a toda a comunidade e a programação é gratuita.

Confira abaixo a programação já confirmada. A programação completa será disponibilizada no blog da Feira: www.feiradesementesemudas.blogspot.com. 

Programação IV Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros

Quinta feira - 25/09

12h em diante – Inscrições para Oficinas e Visitas a campo*
Local: Feira do Produtor Rural
* vagas limitadas -  faça sua inscrição antecipada: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

15h – Roda de Prosa: Onde estão as nossas sementes? Erosão Genética, Tecnologias e Poder 
Local: Polo da UAB

18h – Mesa de abertura 
Local: Polo da UAB 

21h30 – Forró pé de serra com Conrado Pera e Quarteto Buriti
Local: Feira do Produtor Rural 

Sexta 26/09 

8h30 – Oficina Extrativismo no Cerrado: Valorização da Sabedoria Tradicional para Autonomia Alimentar – Dona Flor, Luciana e Balanço (Tao do Cerrado)

8h30 - Oficina Gestão de Bancos Comunitários de Sementes Crioulas – Odirlan Alencar e Sebastião Damasceno (COPPABACS / ISPN)
Local: Feira do Produtor Rural 

8h30 - Oficina Sementes Silvestres do Cerrado – Mauro Alves
Local: Viveiro do Instituto Oca Brasil

14h - Visitas a campo
Local de saída: Feira do Produtor Rural
1 • Visita à Experiência de Produção Agroecológica do Sítio Vitaparque
2 • Vivência de Reflorestamento do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros com plantio direto de sementes nativas

3 • Visita à Experiência de Reflorestamento em Sistemas Agroflorestais do Insituto Oca Brasil

20h – 22h – Mostra audiovisual 
(em breve disponibilizaremos a programação da mostra)
Local: Feira do Produtor Rural 

Sábado 27/09 

8h30 – Roda de prosa: Trajetória de lutas para resgate, conservação, melhoramento participativo e multiplicação de sementes 
Local: Espaço Holística 

14h - Feira livre para troca de sementes e mudas 
Estandes com expositores aberto ao público para troca e comercialização de sementes
Cortejo do Maracatu Leão do Cerrado
Local: Feira do Produtor Rural 

20h – 22h – Mostra audiovisual 
Local: Feira do Produtor Rural

Domingo 28/09 

9h – Articulação de agroecologia em rede - Chapada dos Veadeiros

Espaço Holística

 

Serviço: IV Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros

Quando: 25 a 28 de setembro de 2014
Onde: Feira do Produtor Rural, Polo da UAB, Espaço Holística – Alto Paraíso de Goiás
Realização: Centro UnB Cerrado e Cooper Frutos do Paraíso

 

A programação da feira é aberta e gratuita.

Contato e informações:

(62) 8164-8549 Tim

(62) 9821-7206 Vivo

(62) 3446-1710 UnB Cerrado

This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

www.feiradesementesemudas.blogspot.com

www.facebook.com/feiradesementesemudas

 

(16/09/2014)

.
 

Exposição na casa ONU, em Brasília-DF. Foto: PNUD/Humberto Santana

Para comemorar os resultados de 20 anos de parceria e de criação do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) lançaram, nesta terça-feira (08) a exposição “Extrativistas do Sertão”, do fotógrafo Bento Viana, que mostra pessoas, frutas e peculiaridades do Cerrado com o objetivo de resgatar os conhecimentos tradicionais, passados de geração em geração, numa forma de mostrar ao espectador a cultura dos coletores.

Criado em 1994, o Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS) é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). O programa foi inovador na época de sua criação por se concentrar exclusivamente na preservação do bioma do Cerrado, quando as atenções estavam voltadas essencialmente para a proteção da Amazônia. A partir de 2012, o PPP-ECOS passou também a contemplar projetos do bioma da Caatinga e da Amazônia.

O PPP-ECOS apoia organizações não-governamentais e comunidades locais tradicionais na implementação de pequenos projetos de agroextrativismo de espécies do bioma do Cerrado, artesanato, projetos de recuperação de áreas degradadas e manejo de recursos hídricos na zona do semi-árido.

Ações de prevenção contra a desertificação e o aumento da resiliência das populações locais diante de adversidades também são áreas de atuação do programa. O seu objetivo é a preservação de meios de vida que integrem o uso sustentável da biodiversidade local.

 

Fonte: UNDP (15/09/2014)

.
 

A feira apresentará para o público os produtos da sociobiodiversidade de espécies nativas do bioma e diversas possibilidades de o uso tradicional associado que contribuem para geração de renda, conservação do Cerrado, valorização dos meios de vida sustentáveis e da cultura local de diversas comunidades agroextrativistas.

Comunidades tradicionais participarão da Feira do Cerrado, que acontecerá nos dias 11 a 21 de setembro, no espaço externo do Centro Cultural Banco do Brasil. Esta iniciativa faz parte da programação da exposição “Cerrado uma janela para o planeta”, de curadoria de Jorg Wagenberg.

Serão cerca de 20 empreendimentos comunitários do Cerrado para exposição e comercialização de artesanatos, cosméticos e produtos alimentares nativos de comunidades tradicionais, quilombolas, indígenas e de agricultores agroextrativistas dos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará.

Na Feira será possível encontrar produtos como castanha de baru, conservas, farinha e óleo de pequi, geleias, licores, doces, farinha de jatobá, farinha e azeite de babaçu, produtos derivados do buriti, macaúba entre outros alimentos de espécies nativas de excelência gastronômica.

De artesanato o destaque será para os produtos de Capim Dourado feitos no Jalapão/TO, os bordados e cerâmicas do Vale Jequinhonha/MG, as cestarias de buriti e bordados do Vale do Urucuia/MG e as cestarias indígenas da etnia Kayapó/PA.

Na tenda gastronômica serão comercializados sanduiches naturais, salgados integrais, tapiocas, bolos, doces e sorvetes e sucos de frutos do Cerrado e diversos outros quitutes feitos a partir dos produtos do Cerrado.

Para Luis Carrazza, da Central do Cerrado, entidade que participará do evento, “essa ação é fundamental para que a população conheça e tenha acesso aos produtos feitos a partir do uso sustentável do Cerrado. Estaremos comercializando artesanatos, conservas, castanhas, méis, cosméticos, frutas secas, bebidas e outros produtos desenvolvidos por comunidades extrativistas. Através do consumo desses produtos as pessoas poderão se abastecer com produtos saudáveis de alta qualidade e ainda contribuir para a conservação do Cerrado em pé, geração de renda para as comunidades locais e consequentemente para manutenção das famílias no campo com dignidade e preservação dos modos vidas tradicionais e da cultura local de diversas comunidades agroextrativistas”.

A feira é uma excelente oportunidade para as pessoas conhecerem as espécies típicas do Cerrado, contribuindo para o fortalecimento da economia das comunidades e geração de renda das populações tradicionais.

Esta ação é uma realização da Rede Cerrado e da Central do Cerrado, com o apoio do Centro Cultural Banco do Brasil, Habitat Socioambiental, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), GEF – Cerrado e Banco Mundial.

Sobre a Rede Cerrado

A Rede Cerrado foi fundada no mesmo ano da Cúpula da Terra, a Rio 92, quando 172 chefes de estado se reuniram no Rio de Janeiro para discutir formas de conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a conservação dos ecossistemas. Impulsionadas por isso, organizações da sociedade civil de base comunitária, que atuam pela conservação do Cerrado, perceberam a oportunidade de se criar um coletivo que, antes de tudo, conseguisse garantir voz aos povos e comunidades tradicionais, promovendo justiça social e sustentabilidade ambiental.

Hoje a Rede é composta por um braço jurídico que conta com 50 entidades filiadas e congrega cerca de 500 organizações da sociedade civil de base comunitária, representando trabalhadores e trabalhadoras rurais, extrativistas, indígenas, quilombolas, geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais, entre outros povos e culturas tradicionais. A diversidade de atores comprometidos e atuantes no campo político da Rede Cerrado é grande e, sem dúvida, seu maior patrimônio.

Entre as ações da Rede, destaque para sua participação estratégica em diversos espaços públicos socioambientais para propor, monitorar e avaliar projetos, programas e políticas públicas afetos ao Cerrado e a seus povos.

Serviço:

Feira do Cerrado


Data: De 11 a 21 de setembro de 2014

Horário de funcionamento: dias de semana de 12h-21h e finais de semana de 9h-21h; terça-feira não é aberto ao público
Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília-DF

Mais informações:

Letícia Campos:
 This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. 
(61) 9949-6926 ou 8201-3536
www.redecerrado.org.br

Facebook: Rede Cerrado Sociobiodiversidade 

.
 

Cerrado: terra dos povos indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, agricultores familiar, entre vários outros grupos sociais que vivem no bioma e atuam como guardiões. Mosaico ecológico, uma das savanas de maior biodiversidade do planeta (5%), abriga cerca de 33% da biodiversidade brasileira. Estudos apontam que existem cerca de 15 mil espécies de plantas no Cerrado, das quais 44% são endêmicas (exclusivas do bioma), além de uma fauna riquíssima, com aproximadamente 300 mil espécies de animais.
 


Caixa d´água do Brasil, a região do Cerrado é berço das principais bacias hidrográficas brasileiras: Prata, São Francisco e Tocantins-Araguaia, além de porções menores das bacias do Amazonas e do Parnaíba. 

Ao longo dos anos a ocupação humana e o avanço do agronegócio têm ameaçado a própria existência deste rico bioma e de seus povos tradicionais. Até 2010, o Cerrado já havia perdido 48,5% de sua cobertura vegetal e o processo de devastação continua. Hoje, o bioma conta com 54 milhões de hectares ocupados por pastos e 21,56 milhões de hectares por culturas agrícolas.

Para apresentar para o público o potencial do Cerrado, as ameaças que tem sofrido e a cultura das populações tradicionais, a Rede Cerrado participará de várias ações neste 11 de setembro.

Fique por dentro da nossa programação e venha celebrar conosco o Dia do Cerrado! 

Exposição Cerrado: uma janela para o planeta
Dia: de 05 de setembro a 19 de outubro
Local: Centro Cultural Banco do Brasil
Horário de funcionamento: dias de semana de 12h-21h e finais de semana de 9h-21h; terça-feira não é aberto ao público 

Feira do Cerrado
Dia: de 11 a 21 de setembro
Local: Centro Cultural Banco do Brasil

Festival Gastronômico Cerrado Week
Dia: De 15 a 21 de setembro
Local: Estabelecimentos inscritos. Acesse o link para ver a lista de mais de 30 restaurantes e cafés

.
 

Amigos e amigas das comunidades, paróquias, movimentos sociais, sindicatos e associações e organizações populares, estamos realizando nossa primeira Romaria do Cerrado, momento de renovação da fé e da esperança para continuar lutando pelo Cerrado em Pé e todas suas formas de vida.

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de 2.036.448 km, cercade  22% do território nacional. A sua área contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial hídrico, e contribui para a biodiversidade deste bioma.

Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros, fecheiros e extrativista que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade. Inúmeros tipos de frutos comestíveis são regularmente consumidos pela população local e vendidos nos centros urbanos, como o Pequi, Buriti, Mangaba, Cagaita, Bacupari, Cajuzinho do Cerrado, Araticum, Jatobá e as sementes do Barú.

Devido à importância estratégica deste bioma para os interesses do capital, as questões sociopolíticas são constantemente marcadas por disputas de poder, que possuem diferentes contornos em função de projetos antagônicos.  De um lado, o agronegócio apoiado com o incentivo ou omissão do Estado e da grande mídia, e do outro, os camponeses, com o apoio de entidades e organizações populares que resistem bravamente aos desmandos deste modelo dominante.

As desigualdades no campo se traduzem em diversos impactos de ordem social, como trabalho escravo, desemprego, êxodo rural, violência rural e urbana, grilagem, entrada ilegal de empresas em comunidades (sem consentimento dos trabalhadores), constantes ameaças aos camponeses, falsidade ideológica, cooptação de lideranças, superfaturamento das terras (especulação), tráfico de influência, aumento da prostituição e do alcoolismo, divisão de comunidades e territórios tradicionais, criminalização de lideranças e movimentos sociais.

No campo ambiental, o desmatamento, carvoejamento, monocultura, assoreamento, poluição de água e solos, e o uso indiscriminado de agrotóxicos, são responsáveis pela devastação de um dos mais importantes biomas brasileiro. A tendência é que as atividades agropecuárias avancem sobre os territórios das comunidades tradicionais da região do Norte de Minas e Oeste da Bahia, exemplos, são os conflitos na região de Arrojado-Ribeirão e Couro de Porco (Correntina) e Jacurutu-Salobro (Santa Maria da Vitória), sendo estas comunidades de Fundo e Fecho de Pasto, algumas com processos de Ações Discriminatórias Administrativas Rurais concluídas. O caso de Couro de Porco e seu processo de grilagem detectou um dos maiores escândalos de fraudes cartoriais no Oeste da Bahia, que é o caso da Matrícula 2280. Na região de Barreiras e Formosa do Rio Preto também são palcos de diversos conflitos de terra, com destaque para os que envolvem as comunidades geraizeiras do Alto do Rio Preto e Fazenda Estrondo.

Além dos intensos conflitos de terra, o Cerrado é um espaço de produção de água. Ele é o berço das águas do Brasil. Entretanto, os seus rios têm atraído os gananciosos que trouxeram para nossas regiões grandiosos projetos de destruição total dos mesmos. No coração do Rio São Francisco está instalado o projeto Jaíba, que consome atualmente mais de 65 metros cúbicos de água por segundo no Norte de Minas Gerais. No oeste da Bahia, nos afluentes do São Francisco há projetos monstruosos como a Faz. Suze (Correntina), e a Santa Colomba (Côcos) que estão retirando a água quase que totalmente desses afluentes do São Francisco.

Diante de todas essas realidades, lideranças das comunidades e das entidades já há algum tempo sonhavam com a realização de uma Romaria no Cerrado, com caráter Celebrativo, diante de todas as formas de vida e de resistência de seus povos, mas também de denúncia de todas as mazelas que o projeto do capital tem trazido para a região e para as comunidades centenárias. Queremosfortalecer a identidade dos povos geraizeiros e suas comunidades e organizações para avançar no enfrentamento ao agronegócio e defesa do Cerrado.

Portanto, somos convocados e convocadas a participar da Romaria do Cerrado e das atividades que acontecerão durante a Semana do Cerrado.

Boa Romaria!

 

PROGRAMAÇÃO GERAL DA SEMANA DO CERRADO

Dia

    Horário

Atividade

Local

08/09

9 h às 12 h

Seminário sobre o Cerrado

Câmara de Vereadores-Correntina

08/09

14 h às 16 h

Preparação e envio das equipes para o mutirão

EFAPA - Correntina

09 a 11

Dia todo

Mutirão de visita as comunidades

Côcos, Jaborandi, Santa Maria da Vitória, Correntina e Norte de Minas

12/09

08 às 17h

Avaliação do mutirão e  preparação para a Romaria

Salão Paroquial - Côcos

12/09

Dia todo

Intercâmbio dos geraizeiros  envolvendo comunidades de Caetité, Barreiras e Correntina

Comunidade de Praia

Correntina -BA

13/09

Dia todo

1ª Romaria do Cerrado

Concentração dos/as romeiros/as no Posto JR

Côcos -BA

 

Fonte: Agência 10envolvimento (09/11/2014)

.
 

O Cerrado é o segundo maior bioma do País, com biodiversidade que pode chegar a 5 mil espécies de plantas vasculares, sendo 80% de porte herbáceo ou arbustivo. Mas nem só de vegetação rasteira vive a chamada Savana brasileira. A paisagem do Cerrado possui uma grande variação entre a quantidade de árvores e ervas. O resultado é um cenário variado, que vai desde o campo limpo, com a vegetação dominada por gramíneas e sem a presença de elementos lenhosos, passando pelo cerrado fechado, o cerradão, que se assemelha com uma floresta, com grande quantidade de árvores e aspecto florestal. Há ainda formas intermediárias: campo sujo, campo cerrado e cerrado stricto sensu, classificadas de acordo com a densidade crescente dos arbustos.

 
bioma do cerrado

Biomas do cerrado Imagem de arquivo

Predomínio de árvores retorcidas, distribuídas esparsamente entre um tapete de gramíneas. Assim pode ser caracterizado o Cerrado, bioma típico predominante no Planalto Central brasileiro. Goiás, Tocantins e Distrito Federal, e ainda integra a paisagem de parte da Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rondônia e São Paulo. Ao todo, são 2 milhões de km² - quase quatro vezes o tamanho da Espanha - que recobrem cerca de um quarto do território do Brasil e são encontrados também ao norte do Amapá, Amazonas, Pará e, ao sul, em pequenas ilhas do Paraná.

 

pire 3

 

arquivo da arquifotos

O Cerrado é o segundo maior bioma do País, com biodiversidade que pode chegar a 5 mil espécies de plantas vasculares, sendo 80% de porte herbáceo ou arbustivo. Mas nem só de vegetação rasteira vive a chamada Savana brasileira. A paisagem do Cerrado possui uma grande variação entre a quantidade de árvores e ervas. O resultado é um cenário variado, que vai desde o campo limpo, com a vegetação dominada por gramíneas e sem a presença de elementos lenhosos, passando pelo cerrado fechado, o cerradão, que se assemelha com uma floresta, com grande quantidade de árvores e aspecto florestal. Há ainda formas intermediárias: campo sujo, campo cerrado e cerrado stricto sensu, classificadas de acordo com a densidade crescente dos arbustos.  A enorme biodiversidade do Cerrado abriu as portas para a exploração dos recursos vegetais. Plantas são usadas como alimentos, remédios e ornamentos. Entretanto, esse rico ecossistema também dá lugar, de maneira cada vez mais intensa, à pecuária e à agricultura. Há apenas 43% das áreas remanescentes desse bioma, das quais apenas 10% estão em locais de preservação permanente, como parques e reservas e 5% em unidades de conservação. Outras 7% encontram-se em território indígena e 21% em áreas particulares. Nesse contexto, equilibrar desenvolvimento econômico e conservação ambiental é imprescindível. Por ano, 2,6 milhões de hectares de Cerrado são desmatados. Se o ritmo da devastação se mantiver, em 2030 restará apenas 5% da área total original deste bioma, que caracteriza-se também pela concentração excepcional de espécies endêmicas.

Entretanto, a preservação do Cerrado esbarra nas limitações impostas pela própria Constituição Federal, que, no Capítulo VI Art. 225 tutelou, pela primeira vez, o meio ambiente, instaurando uma nova ordem jurídica de maneira a proteger a relação homem-natureza e, por conseguinte, a relação homem-homem. Porém, o Cerrado não recebeu a mesma atenção dispensada a Mata Atlântica, a Floresta Amazônica, ao Pantanal Matogrossense e a Zona Costeira, considerados patrimônios nacionais. Reconhecer perante a lei, a importância do Cerrado para o Brasil é fundamental para a preservação desse bioma que é a maior fronteira agrícola do país e possui, ainda hoje, fauna, flora e ambiente aquático pouco estudado.

Baseado na publicação de http://palavrasapenas-palavraspequenas.blogspot.com.br/2011/09/jornalismo-cientifico-cerrado-agua.htm

 

 

Fonte: Cerradania (09/11/2014)

.
 

A partir da próxima segunda-feira (15) mais de 30 chefs de cozinha e proprietários de renomados estabelecimentos de Brasília e de outras cidades participarão da primeira edição do Festival Gastronômico Cerrado Week. O evento vem celebrar o dia do Cerrado (11/09) e tem o intuito de despertar o interesse da população para as espécies nativas até então pouco conhecidas, como: araticum, pequi, cagaita, bacuri, jatobá, entre várias outras iguarias que comporão os pratos elaborados com exclusividade para o festival.

Créditos: Andressa Anholete/Divulgação

Para Ana Paula Jacques, uma das idealizadoras dessa iniciativa, outro resultado esperado é a conscientização da importância de conservar o meio ambiente. “Acreditamos que os cozinheiros têm a capacidade de ajudar na proteção do Cerrado, um dos biomas mais ameaçados do Brasil, por meio do uso e fomento para o consumo de seus frutos típicos”. 

Ao dar visibilidade aos produtos da sociobiodiversidade a ação abre uma importante oportunidade para a produção sustentável, uma vez que as diversas espécies, que serão utilizadas nas receitas dos chefs, são coletadas e processadas por populações agroextrativistas. 

Luis Carrazza, secretário executivo da Central do Cerrado, entidade que faz parte da Rede Cerrado, destaca que “o festival contribuirá na geração de renda, melhoria da qualidade de vida, valorização da cultura tradicional e inclusão social de famílias que coletam, beneficiam e fornecem a matéria-prima. Com isso não só os frutos nativos serão vistos de outra forma, como também essas pessoas que estão organizadas na cadeia produtiva terão o trabalho reconhecido”. A Rede Cerrado e a Central do Cerrado são parceiras do Slow Food nessa ação.

Restaurantes inscritos

O público poderá experimentar as delícias preparadas pelos chefs nos restaurantes: Restaurante Olivae, Trio Gastronomia, Restaurante Mucho Gusto, El Paso, Parrilla Madrid, Oliver, Dom Francisco (Asbac e 402 Sul) , Loca Como Tu Madre, Universal, Calaf, Grand Cru, Cartolaria Guara, Jambu, Bla's, Daorla Showbar e Restaurante, pizzaria Dolce Far Niente e os oito Restaurante-Escola Senac (MPDFT, CGU, Setor Comercial Sul, Ministério da Justiça, STF, Câmara dos Deputados – Anexo IV, "Restaurante dos Senadores" e Senac Downtown Brasília).

Ainda participam os cafés, sorveterias, padarias, trucks, bares: Objeto Encontrado Galeria e Café, Sorbê Sorvetes Artesanais, Bar Godofredo, Alfredo Pizzaria, La Boulangerie, Paradiso, Paneteria D'Oliva, O Realejo, Komboleria e Quitanda Fácil. Além de três restaurantes de Goiás que já aderiram ao Cerrado Week: a Venda do Bento (Pirenóplis), o Pitanga Sabor e Equilíbrio (Goiânia) e o Restaurante ComTradição (Olhos D'Água) .

Agende-se!

#cerradoweek #saboreandomeucerrado

De 15 a 21 de setembro de 2014

Informações: Letícia Campos: (61) 9949-6926
Thalita Kalix: (61) 9617-9814
Ana Paula Jacques: (61) 8135-3065    

 

DATA (09/11/2014)

.
 

Quando se fala em Cerrado, a primeira imagem que vem à cabeça são árvores retorcidas e uma vegetação agreste, o segundo maior bioma do Brasil possui uma diversidade de paisagens, vegetação e fauna ainda capaz de surpreender o visitante desavisado. A surpresa da descoberta deverá marcar a visita de quem for à exposição CERRADO – UMA JANELA PARA O PLANETA, que o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta a partir do dia 5 de setembro. Espalhados pelos pavilhões, Galeria 3 e pela área externa do prédio do CCBB Brasília estarão exemplares, imagens e instalações deste bioma que originalmente ocupava 24% do território brasileiro. 

CERRADO – UMA JANELA PARA O PLANETA é uma realização do Museu de Ciência e Tecnologia de Brasília e da UNESCO, com apoio de várias instituições científicas e ambientais tais como a WWF, Jardim Botânico de Brasília, ISPN, Embrapa Cerrados, Rede Sementes e Ibermuseus.

A exposição será dividida em três grandes módulos: Grande Sertão, Veredas: paisagens do cerrado; A Trama do Cerrado: Diversidade; e Os Quatro Elementos: água, fogo, terra e ar. E contará com projeção de filmes, feira do Cerrado, programa educativo e oficinas. Tudo para aproximar o espectador deste bioma que vem sofrendo intenso processo de desmatamento. Sob a curadoria de Jorge Wagensberg (doutor em Física pela Universidade de Barcelona, onde leciona), Coordenação técnica de Mercedes Bustamante (doutora pela Universitat Trier, da Alemanha, e professora da UnB), e coordenação museológica de Maria Ignez Mantovani, o público poderá passear por diferentes paisagens e compreender a importância da preservação deste bioma.

CERRADO – UMA JANELA PARA O PLANETA inclui ainda um programa de oficinas intitulado Laboratório do Cerrado, criado para integrar o público com temas como germinação de sementes e identificação de espécies, além de uma mostra de cinema (programação a ser confirmada) que exibirá filmes diariamente, às 10h, 12h, 14h e 16h. Entrada franca.

A EXPOSIÇÃO

O módulo ‘Grande Sertão, Veredas: paisagens do Cerrado  apresentará os 14 tipos principais de vegetação (‘fitofisionomias’) do bioma: as florestais (Mata Ciliar, Mata de Galeria, Mata Seca e Cerradão), as savânicas (Cerrado Denso, Cerrado Típico, Cerrado Ralo, Cerrado Rupestre, Parque de Cerrado, Palmeiral e Vereda) e as campestres (Campo Sujo, Campo Rupestre e Campo Limpo). Essas variações são mostradas em sua diversidade, com informações sobre as mudanças provocadas pelas estações – chuva e seca – e os limites do Cerrado – o bioma está presente em 11 estados brasileiros: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão, Piauí, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Tudo isso será apresentado de forma a proporcionar uma experiência tridimensional, com instalações, projeções e sons. 

Caberá à instalação Raízes e Ramos apresentar o que diferencia as três principais formações vegetais – campestre, savânica e florestal – e sua relação com a água, o fogo e o solo. Serão expostas árvores reais, além de outras espécies características de cada formação. Os textos explicativos mostrarão que a distribuição destas fisionomias está relacionada à ocorrência do fogo (há espécies que só rebrotam após as queimadas), mas também à disponibilidade de água e às características dos solos. Em seguida, as três formações vegetais serão detalhadamente apresentadas, através de fotografias, instalações contendo exemplares de plantas, sons dos diferentes ambientes e mapas.

O segundo módulo, ‘A Trama do Cerrado: Diversidade’, foi especialmente concebido para proporcionar um contato direto com a diversidade da fauna e da flora do Cerrado. Vitrines exibirão sementes e frutos variados e instalações farão a demonstração de processos de dispersão, explicando ao visitante como estes mecanismos funcionam na natureza (experimentos em vitrines com mecanismos que simularão a presença de vento, correntes de água e ingestão e digestão de sementes). Em murais estarão folhas reais de árvores, palmeiras, arbustos e herbáceas, com a enorme variedade de forma e cores e sua relação com a disponibilidade de água, ocorrência de fogo e características dos solos.

Uma parte da fauna será apresentada em vitrines. O visitante conhecerá a imensa variedade de insetos, de peixes presentes nas diferentes bacias hidrográficas e os principais abrigos dos animais – ninhos e tocas –, que estarão dispostos de forma que o espectador veja onde ocorrem no Cerrado. Textos explicativos e exemplares em vitrines prometem destacar o papel ecológico de insetos como abelhas, vespas, borboletas, besouros, cupins e gafanhotos e sua adaptação ao meio ambiente – sabe-se que o Cerrado abriga 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.

Abrigos, ninhos e tocas de animais do Cerrado serão apresentados em vitrines tridimensionais. O visitante poderá compreender a função ecológica de abrigos como cupinzeiros, abrigos de mariposas, ninhos de vespas e aves e entender os motivos que levam os animais a escolherem os materiais nos quais são confeccionados. 

Também em ‘A Trama do Cerrado: Diversidade’ estará representada a diversidade cultural e de ocupação humana. Uma linha do tempo demonstrará como se deu a ocupação do território há milhares de anos, quais foram os principais povos, assim como as características fundamentais das populações. Objetos históricos e naturais utilizados por estas comunidades serão apresentados em vitrines e imagens.

Este módulo ainda se estenderá para a área externa do prédio do CCBB, com os segmentos ‘Restos e Rastros: Vestígios da fauna’, ‘Causos do Cerrado’ e ‘Olhar, observar, experimentar e documentar’. Nestes espaços será demonstrado o trabalho dos pesquisadores, que buscam as pegadas, os vestígios dos animais, as câmeras usadas para documentar os hábitos de diferentes espécies da fauna, as vitrines com exemplares de pegadas, e também apresentados vídeos com histórias curiosas e causos contados por habitantes da região. 

O terceiro e último módulo de CERRADO – UMA JANELA PARA O PLANETA será dedicado a explorar ‘Os Quatro Elementos: água, fogo, terra e ar ‘. A ideia é fazer o visitante conhecer a história geológica do Cerrado, a diversidade de solos, impactos do fogo e as interações entre vegetação e recursos hídricos. O Cerrado acolhe, por exemplo, cerca de 78% da área da bacia do Araguaia-Tocantins, 47% do São Francisco e 48% do Paraná-Paraguai. Uma maquete apresentará os principais processos hidrológicos, o relevo e a vegetação.

Para falar do solo, a exposição contará com a imensa cartela de cores dos solos do Cerrado, explicando sua composição e a presença e a quantidade de minerais, bem como a relação com a vegetação. Um totem e amostras de rochas destacarão  eventos geológicos que ocorreram para a configuração atual dos solos e paisagens do Cerrado.

E finalizando a exposição, o módulo Fogo promete mostrar a extraordinária importância dessefator para as diferentes vegetações da região, com efeitos ecológicos, para o manejo de áreas e conservação. O tema será representado por meio de um conjunto de audiovisuais que procurarão recriar o ciclo da queimada natural e também da causada pelo homem, abordando os impactos sobre as espécies. O público poderá também conhecer algumas das estratégias de defesa da flora por meio de uma vitrine com diferentes cascas e troncos além de amostras secas (exsicatas) de espécies da flora do Cerrado. O visitante ficará sabendo, por exemplo, que o tronco tortuoso com casca espessa é uma das adaptações mais evidentes no Cerrado. Os galhos e troncos crescem tortos devido ao fogo e as cascas são espessas para preservar o interior do caule, onde há circulação de nutrientes, água e seiva elaborada.

Além da exposição, o CCBB abrigará o evento paralelo, em parceria com a Rede Cerrado –  Feira do Cerrado - entre os dias 11 e 21 de setembro, que apresentará para o público os produtos da sociobiodiversidade de espécies nativas do bioma e diversas possibilidades de o uso tradicional associado que contribuem para geração de renda, conservação do Cerrado, valorização dos meios de vida sustentáveis e da cultura local de diversas comunidades agroextrativistas.

 

A EQUIPE

Três grandes profissionais de áreas complementares para a elaboração de uma exposição com as dimensões de CERRADO – UMA JANELA PARA O PLANETA se uniram neste esforço que deseja aproximar o bioma do Cerrado do público leigo, despertando na população o desejo de preservação.

CURADOR - Nascido em Barcelona, Jorge Wagensberg é doutor em Física pela Universidade de Barcelona e professor de Teoria dos Processos Irreversíveis na Faculdade de Física da mesma universidade, na qual dirige um grupo de investigação em biofísica. É autor de múltiplos trabalhos científicos publicados em revistas especializadas internacionais, de uma extensa obra de difusão científica e relativas a outros domínios da cultura. Foi diretor científico do Museu de Ciência da Fundação “La Caixa”, o “Cosmocaixa” em Barcelona, tendo sido responsável pela área de ciência e meio ambiente da obra social da Fundação ‘La Caixa’. É ex-presidente do ECSITE (European Collaborative for Science & Technology). Jorge Wagensberg é o encarregado do desenho do projeto museológico do novo museu Hermitage, de Barcelona.

COORDENADORA TÉCNICA - Mercedes Bustamante, doutora em Ciências Naturais pela Universitat Trier, na Alemanha, é professora da Universidade de Brasília (UnB) desde 1994, onde atua no Departamento de Ecologia do Instituto de Ciências Biológicas (IB). Já publicou 63 artigos científicos e 17 capítulos de livros em temas, principalmente, relacionados à Ecologia do Cerrado e impactos das atividades humanas sobre a estrutura e funcionamento desse bioma. As pesquisas desenvolvidas pela bióloga e seu grupo oferecem subsídios para a elaboração de estratégias de conservação e políticas ambientais. Tem desenvolvido atividades estratégicas como a cocoordenação do capítulo “Agriculture, Forestry and Other Land Uses” do 5o. Relatório do Intergovernmental Panel on Climate Change - IPCC (Working Group III - Mitigation) (2011-2014), e cocoordenação do Grupo de Trabalho “Mitigação” do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, responsável pela elaboração do relatório técnico sobre Mitigação de Mudanças Climáticas no Brasil (2011-2014). Mercedes Bustamante também atuou como representante da América Latina na International Nitrogen Initiative (2010-2013), foi membro do Comitê Científico N2O Report - United Nations Environment Programme (UNEP) (2013) e do Comitê Científico do International Geosphere-Biosphere Programme (IGBP) (2007-2012), Coordenadora Geral de Gestão de Ecossistemas (2011-2012) e Diretora de Políticas e Programas Temáticos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (2012-2013). 

COORDENADORA MUSEOLÓGICA - Maria Ignez Mantovani é brasileira, graduada em Comunicação Social com especialização em Museologia e doutora em Museologia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, de Lisboa, Portugal. Diretora e fundadora da empresa EXPOMUS – Exposições, Museus, Projetos Culturais, que desde 1981 já  atuou em cerca de 250 projetos de exposições nacionais e internacionais de arte e cultura brasileira, desenvolve projetos museológicos, socioeducacionais e ambientais, em colaboração com instituições e museus brasileiros e do exterior. Maria Ignez realiza palestras e conferências de capacitação em museologia e gestão cultural. Entre outras atribuições, é vice-presidente e representante para a América Latina do CAMOC – Comitê Internacional de Museus de Cidade do ICOM, e membro da Diretoria do ICOM Brasil, órgão que representa no Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico do Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM/Ministério da Cultura.

PRODUÇÃO - A Expomus é uma empresa brasileira, fundada em 1981.  Desenvolve projeto da área museológica, sendo responsável pelo Plano museológico do Museu de Ciência e Tecnologia de Brasília, além de ouros projetos de destaque.  Está por trás de uma das exposições de maior sucesso no Brasil: a mostra IMPRESSIONISMO: PARIS E A MODERNIDADE, que trouxe pela primeira vez ao Brasil o acervo do renomado Museu d’Orsay, da França. A Expomus é, também, responsável pela gestão museológica da exposição GUERRA E PAZ, que apresenta  ao público brasileiro os monumentais painéis do pintor Candido Portinari, que  integram o acervo da ONU, em Nova York.

 

FEIRA DO CERRADO 

Artesanato, cosméticos, produtos alimentares nativos de comunidades tradicionais, quilombolas, indígenas e de agricultores agroextrativistas ao alcance da comunidade de Brasília. Esta é a proposta da FEIRA DO CERRADO, que vai integrar 20 empreendimentos comunitários do Cerrado, com produtos originários dos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará. Ao longo de 11 dias, será possível encontrar produtos gastronômicos como castanha de baru, conservas, farinha e óleo de pequi, geleias, licores, doces, farinha de jatobá, farinha e azeite de babaçu, produtos derivados do buriti, macaúba, entre outros alimentos de espécies nativas de excelência. Na tenda gastronômica serão comercializados sanduiches naturais, salgados integrais, tapiocas, bolos, doces e sorvetes, sucos de frutos do Cerrado, além de outras delícias desenvolvidas pelas comunidades extrativistas.

Também estarão à venda peças de artesanato, com destaque para os produtos de Capim Dourado feitos no Jalapão/TO, os bordados e cerâmicas do Vale Jequinhonha/MG, as cestarias de buriti e bordados do Vale do Urucuia/MG e as cestarias indígenas da etnia Kayapó/PA. A feira é uma excelente oportunidade para as pessoas conhecerem as espécies típicas do Cerrado, contribuindo para o fortalecimento da economia das comunidades e geração de renda das populações tradicionais. A Feira do Cerrado será inaugurada exatamente no dia em que o Brasil celebra o Dia do Cerrado. 

 

PROGRAMAÇÃO

Dia 05/09 – SEXTA FEIRA

10h00 – 11h00 Abertura com falas institucionais:  MCTI, MMA, GDF, UnB, UNESCO
14h00 – Mesa-redonda: Uma janela para o Planeta – Conversa com os Curadores – Prof. Dr. Jorge Wagensberg (Prof. da Universidade de Barcelona)
Palestra sobre difusão científica, papel dos museus de ciência e tecnologia – Dr. Douglas Falcão, Diretor do DEPDI/MCTI
Palestra – Profa. Dra. Mercedes Bustamante – Professora Dept. Ecologia da UnB

Dia 06/09 - SÁBADO 

Manhã

9h30 – 10:45h Mesa redonda Biodiversidade
Prof. Manoel Claudio (UnB) /Profa. Cássia Munhoz (UnB)– Diversidade vegetal
Prof. Mauro Ribeiro (IBGE) / Profa. Barbara Fonseca (UCB) - Ambientes Aquáticos
Profa. Ivone Diniz (UnB) – Diversidade de Fauna
10h45 – 11h00 Debate
11h15 – 12h00 Fogo – Conhecimento científico e tradicional
Profa. Heloisa Miranda (UnB)
Profa. Isabel Belloni (UnB)
Prof. Christian Berlinck (ICMBio)
12h00-12h15 Debate

Tarde

14h30 – 15h15 Mesa redonda Paisagens / Mudanças de uso da terra
Prof. Laerte Ferreira – UFG
Mario Barroso – WWF
Prof. Britaldo Soares – UFMG
15h15 – 15h30 Debate
16h00 – 16:45h Diversidade Social
Prof. Ricardo Ribeiro – PUC Minas Gerais
Isabel Benedetti – ISPN
Representante – Rede Cerrado
16h45 – 17h00 Debate

Dia 07/09 – DOMINGO - Cine Cerrado - Filmes, Documentários e Curtas sobre o Cerrado. Lançamento do vídeo da WWF

OFICINAS

Dia 6/9 – Oficina Identificação de espécies - WWF
Dia 13/9 - Oficina de Germinação de Sementes com a Rede Sementes
Dia 20/9 – Contação de histórias Maria Jatobá
Dia 27/9 - Oficina de ilustração científica com o Prof. Marco Antônio, núcleo de ilustração científica da UnB
Dia 4/10 - Oficina de ilustração científica com o Prof. Marco Antônio, núcleo de ilustração científica da UnB
Dia 11/ 10 - (Especial para crianças) - Oficina de manufatura de tintas e bastões artesanais feitas com espécies e outros componentes naturais do cerrado com a Profa. Thérèse Hofmann Gatti
Dia 18/10 - Identificação de espécies - WWF

 

SERVIÇO

EXPOSIÇÃO CERRADO – UMA JANELA PARA O PLANETA

Local: Centro Cultural Banco do Brasil - Brasília
Data: 5 de setembro a 19 de outubro de 2014
Horários: de quarta a segunda-feira, das 9 às 21h
ENTRADA FRANCA
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: Livre

FEIRA DO CERRADO

De 11 a 21 de setembro de 2014
Horário de funcionamento: Sábado e domingo, das 9h às 21h/ Dias da semana, das 12h às 21h
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Mais informações: Letícia Campos
This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
(61) 9949-6926 ou 8201-3536
www.redecerrado.org.br

Assessoria de imprensa CCBB

Matheus Vinhal – This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. e (61) 3108-7629 / 7630

O CCBB disponibiliza ônibus gratuito, identificado com a marca do Centro Cultural. O transporte funciona de quarta a segunda-feira. Consulte todos os locais e horários de saída no site e no Facebook.

O Centro Cultural também oferece transporte escolar gratuito para escolas públicas, ONGs e instituições assistenciais do Distrito Federal e entorno mediante agendamento pelo número 3108-7623 ou 3108-7624. 

Assessoria de Imprensa (para uso exclusivo de jornalistas): Objeto Sim Projetos Culturais

Contato: (61) 3443. 8891 - 3242. 9805 / This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. / This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. / This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
Gioconda Caputo: (61) 8142. 0111 / Carmem Moretzsohn – (61) 8142.0112

.
 

Um grupo de organizações da sociedade civil, movimentos sociais e cidadãos entram, nesta segunda (8/9), com um mandado de segurança inédito no Supremo Tribunal Federal (STF) para retirar da função, por quebra de decoro parlamentar, o relator do novo marco legal da mineração (PL 37/2011), em tramitação na Câmara.

É a primeira vez que é pedido ao STF que um relator seja destituído do cargo pelo fato de relatar projeto de interesse direto de seus financiadores de campanha. Dos cerca de R$ 2 milhões arrecadados pelo deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG) na campanha de 2010, em torno de 20% foram doados por grandes empresas de mineração e metalurgia, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (veja tabela abaixo). Na campanha de reeleição deste ano, segundo o TSE, figura, até agora, como único financiador de Quintão, seu irmão, Rodrigo Lemos Barros Quintão, sócio de uma mineradora e administrador de outra.

O inciso VIII do Art. 5º do Código de Ética da Câmara afirma que fere o decoro parlamentar “relatar matéria submetida à apreciação da Câmara dos Deputados, de interesse específico de pessoa física ou jurídica que tenha contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral”. Segundo os responsáveis pela ação, ao aceitar a relatoria, Quintão também feriu os “princípios constitucionais da República, da Democracia, da Igualdade Popular”, que determinam a igualdade de oportunidades no processo legislativo, a vedação a privilégio ou favorecimento a determinadas pessoas ou grupos e que toda função pública deve atender interesses exclusivamente públicos.

Em vídeo de dezembro, o deputado admite que é financiado por mineradoras e que defende o setor (veja aqui). Neste ano, quando o caso veio a público, no entanto, ele negou que advogue pelos interesses de mineradoras.

Em maio, o mesmo grupo de organizações encaminhou uma representação à Mesa da Câmara solicitando a destituição do relator por quebra de decoro. O presidente da casa, Henrique Alves (PMDB-RN), arquivou o pedido alegando que o PL trata de “regras gerais, aplicáveis indistintamente a todas as empresas que atuam no setor”, motivo pelo qual não estaria relacionado aos interesses de nenhuma empresa em especial. O mandado de segurança afirma que a justificativa não procede, pois, “sendo a lei uma norma de caráter geral, abstrato e impessoal, é impossível se cogitar que possa ela se destinar a regular uma só empresa ou uma só pessoa física”.

O mandado está sendo encaminhado por organizações que defendem a moralização da política e também alterações no PL 37/2011 que garantam a segurança dos trabalhadores e os direitos socioambientais de populações afetadas por grandes projetos de mineração. Integram o grupo o Instituto Socioambiental (ISA), o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Instituto de Estudos Socioeonômicos (Inesc)  e o Movimento Nacional pela Soberania Popular frente à Mineração, entre outras organizações que fazem parte do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração (saiba mais), além do WWF Brasil e da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política.

O mandado é encaminhado em meio a uma grande mobilização em defesa da reforma política e, em especial, do fim do financiamento por empresas das campanhas eleitorais. No domingo (7/9), termina o plebiscito popular que pede a instalação de uma Constituinte exclusiva para realizar a reforma política A mobilização é realizada por mais de 400 organizações e movimentos sociais, como MST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Consulta Popular, comissões pastorais, dezenas de sindicatos e federações de trabalhadores, entre outros (saiba mais).

Neste momento, também está parado no STF o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra os dispositivos legais que permitem o financiamento de campanha por empresas. Já há maioria na corte pela inconstitucionalidade, mas o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo e não há ainda perspectiva do julgamento ser retomado. 

Doações de campanha de mineradoras e metalúrgicas a Leonardo Quintão (2010)

  

EMPRESA

VALOR DA DOAÇÃO (R$)

ARCELORMITTAL INOX BRASIL

106.000

ECOSTEEL INDÚSTRIA DE BENEFICIAMENTO LTDA

79.710

GERDAU COMERCIAL DE AÇOS S/A

74.000

LGA MINERAÇÃO E SIDEURGIA LTDA

50.000

        USIMINAS MECANICA S/A

70.000

TOTAL

379.710

 

Fonte: WWF-Brasil

.
 

Cerrado Week acontecerá de 15 a 21 de setembro e contará com cafés, bares e restaurantes de Brasília



 

Brasília sediará a primeira edição do Festival Gastronômico Cerrado Week. O evento acontecerá de 15 a 21 de setembro e envolverá restaurantes, bares, sorveterias e padarias da Capital Federal. Durante uma semana, o público poderá degustar pratos elaborados pelos melhores chefs da região, com ingredientes nativos do Cerrado.

O festival, promovido pelo Slow Food Cerrado, visa chamar a atenção para o potencial gastronômico das espécies nativas do bioma, ainda pouco exploradas na alta culinária, no mês em que se comemora o Dia do Cerrado (11/09).

“Nosso objetivo principal é ampliar o conhecimento do público sobre o potencial gastronômico das espécies nativas do Cerrado e ao mesmo tempo criar uma demanda regular para esses produtos, fomentando assim toda a cadeia produtiva dos agroextrativistas e cooperativas que utilizam o bioma como sua fonte de renda”, explica Ana Paula Jacques, coordenadora-geral do Festival e co-líder do convívio Slow Food Cerrado.

Para isso, um dos pré-requisitos é que cada estabelecimento crie um prato exclusivo para o festival, contendo, pelo menos, um ingrediente nativo do Cerrado. Serão oferecidos diferentes preparações: desde o prato principal em restaurantes (ao custo de  R$39), até doces ou pães (a R$ 9), passando por petisco (R$ 29) ou lanche ou sobremesa (R$ 19). 

Já confirmados

A edição de estreia do Cerrado Week já conta com mais de 30 estabelecimentos confirmados. Entre eles: Restaurante Olivae, Trio Gastronomia, Restaurante Mucho Gusto, Objeto Encontrado Galeria e Café, El Paso, Sorbê Sorvetes Artesanais, Bar Godofredo, Alfredo Pizzaria, La Boulangerie, Parrilla Madrid, Oliver, Paradiso, Dom Francisco, Loca Como Tu Madre, Universal, Calaf, Grand Cru, Paneteria D'Oliva, Cartolaria Guara, Jambu, Daorla Showbar e Restaurante,O Realejo, a Komboleria e os oito Restaurante-Escola Senac (MPDFT, CGU, Setor Comercial Sul, Ministério da Justiça, STF, Câmara dos Deputados – Anexo IV, "Restaurante dos Senadores" e Senac Downtown Brasília).

Além da Capital Federal,  estabelecimentos de todos os estados que compõe o Cerrado brasileiro (Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, São Paulo, Tocantins) poderão participar. Já garantiram vaga os goianos Venda do Bento (Pirenóplis), Pitanga Sabor e Equilíbrio (Goiânia) e Restaurante ComTradição (Olhos D'Água) .

O primeiro a garantir sua participação foi o premiado Olivae Restaurante. "O restaurante Olivae completou um ano de atividade e o Festival Gastronômico Cerrado Week vai consolidar o trabalho e as pesquisas que fazemos para valorizar o Cerrado e a gastronomia brasileira", diz Agenor Maia, chef do restaurante.

Mesmo sendo a primeira edição, o Festival Gastronômico Cerrado Week já conta com o apoio de renomadas instituições. São parceiros institucionais a Rede Cerrado e a Central do Cerrado. O Senac patrocina o Cerrado Week, e ainda apoiam o evento a Revista Prazeres da MESA, a maior revista de gastronomia do país, o IESB e a Enoteca Decanter.

O Cerrado*

O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro e ocupa quase 1/4 do território nacional (2.036.448 km2), abrangendo o Distrito Federal, os estados de Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo, Bahia, Rondônia e porções de Roraima, Amapá, Amazonas e Pará.  O bioma é  conhecido como “berço das águas” ou “caixa d´água do Brasil” por abrigar nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras.

 

Estudos apontam que existem cerca de 15 mil espécies de plantas no Cerrado, além de uma fauna riquíssima, com aproximadamente 300 mil espécies de animais. Mas, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, 132 espécies do Cerrado constam na lista das espécies ameaçadas de extinção.

*Com informações da Rede Cerrado

Contatos para imprensa:

Thalita Kalix (SlowFood)
(61) 9617-9814

Ana Paula Jacques (Coordenadora do evento pelo SLowFood)
(61) 8135-3065

Letícia Campos (Rede Cerrado)
(61) 9949-6926

 

Comissão Organizadora do Festival Cerrado Week

Chef Agenor Maia, Associado Slow Food Cerrado: Nascido no interior do Estado de São Paulo, Agenor aprendeu desde cedo com a família que cozinha era sinônimo de criatividade, prazer e necessidade! Apaixonado pela gastronomia e decidido a se especializar no ramo, o chef partiu para Portugal em 2004. Na volta ao Brasil, assumiu o departamento de operações do Roadhouse Grill em Brasília. No ano de 2012 o chef Agenor Maia estagiou no aclamado restaurante D.O.M., do chef Alex Atala, No início de 2013, esteve em outro período de estágio no melhor restaurante da América Latina atualmente, o premiado Astrid Y Gaston em Lima, no Peru. A bagagem gastronômica do chef Agenor Maia adquirida pela experiência, trabalho e cuidadosa reflexão tem sua base numa filosofia de vida onde a verdadeira felicidade pode ser encontrada quando você consegue colocar a serviço de outros o melhor de si naquilo que faz de melhor. Isso se concretizou na recente abertura do Olivae, onde expõe suas bases culinárias aos traços e características da cozinha de várias partes do mundo, buscando uma contemporaneidade que é marcante no chef.

Ana Paula Jacques, Co-líder Slow Food Cerrado: Costuma dizer que é gaucha de nascimento, brasiliense de coração e brasileira por formação. Em suas andanças pelo país, ainda criança apaixonou-se pela diversidade da gastronomia brasileira e esse fascínio motivou suas escolhas acadêmicas e profissionais. Formou-se em Gastronomia, fez especialização em Gestão de Negócios e atualmente é Mestranda em Turismo pela Universidade de Brasília (UnB) onde pesquisa a gastronomia como patrimônio cultural brasileiro. É professora de vinhos e gastronomia em Instituições de Ensino do DF, consultora e co-líder do convívio Slow Food Cerrado. Nas horas vagas, edita o blog www.pitadasdegastronomia.com que aborda a gastronomia como arte, ciência e cultura.

Jean Marconi – Líder do Convívio Slow Food Cerrado: Formado em Processamento de Dados com especialização em Gerência de Projetos pela FGV. Facilitador Slow Food para a região Centro-Oeste e atual líder do Convívio Cerrado. Aprendeu, com sua família goiana de tias doceiras e primas cozinheiras, a descobrir o prazer da boa mesa.  

Thalita Kalix, Associada Slow Food Cerrado: Jornalista de formação, Thalita Kalix trocou a caneta e o bloquinho pelas facas e panelas em 2011. Formou-se em culinária na Le Cordon Bleu, em Paris. Na capital francesa teve a oportunidade de trabalhar em restaurantes de renome, como o Septime, eleito o 49º melhor do mundo pela revista inglesa Restaurant em 2013. Passou uma temporada em Florença, onde estudou culinária italiana e trabalhou no restaurante Il Santo Bevitore e no time de futebol da Fiorentina. De volta a Brasília, desde 2013 ela atua como chef em casa, professora de culinária particular e consultora gastronômica. Atualmente comanda a cozinha do restaurante que será a novidade da culinária contemporânea na Capital Federal.

.
 

EcoMuseu do Cerrado Laís Aderne será inaugurado no dia 10 de setembro, em Brasília-DF. A abertura está marcada para ocorrer às 17h na Escola da Natureza no Parque da Cidade, com uma apresetação sobre o espaço e momentos poéticos, degustativo e musical. Nos dias 11 e 12 de setembro haverá também uma exposição de artistas cuja vida e obra estão relacionados com os materiais, cores, texturas, formas, paisagem, fauna, flora, pessoas e a vida no Cerrado, além de  diversos debates que acontecerão no Centro de Excelência em Turismo na Universidade de Brasília (CET/UnB).

Para mais detalhes veja a programação abaixo:

 

 

 

 

.
 

Page 7 of 46

Agenda

Vídeo

REDE CERRADO

SHCGN CLR Quadra 709 Bloco "E" Loja 38 

Brasília - DF  - CEP 70.750-515 

(61) 3327.8085 This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.