Consolidar articulações em rede foi um dos pontos destacados pelo Cerrado; encontro promovido pelo ISPN reuniu mais de 80 organizações dos dois Biomas na capital federal

Apresentada como uma das estratégias fundamentais de fortalecimento e diálogo entre os povos e as comunidades tradicionais presentes no Cerrado, a consolidação de articulações em rede foi pauta de um dos trabalhos realizados durante o 2º Encontro de Experiências e Aprendizados do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS) no Cerrado e na Caatinga. 

Nesta perspectiva, foi apresentado às organizações presentes o momento de retomada da Rede Cerrado. Com a reativação da secretaria executiva em janeiro deste ano, foram colocadas às organizações as possibilidades de participação junto a Rede, além da formação de outras articulações que tenham a entidade como ponto de apoio, diálogo e fortalecimento. 

Povos do Cerrado no encerramento da atividade por Biomas durante encontro do PPP-ECOS

Kátia Favilla, secretária executiva da Rede Cerrado, lembrou que muitos desses pontos estão sendo construídos junto às entidades associadas, para que nesta caminhada, o fortalecimento da Rede Cerrado seja, também, o fortalecimento das próprias organizações. “Acabamos de sair de uma assembleia em que essa animação junto às entidades que estão na base, lutando e trabalhando pela conservação do Cerrado, dos seus povos e comunidades tradicionais, foi destacado como uma das nossas prioridades. Nós já temos vocês como parte da Rede Cerrado. Agora, precisamos construir caminhos para seguirmos juntos nesta caminhada”, destacou.  

Organizações presentes no debate, como a 10envolvimento e a Articulação Pacari, que estão na Rede Cerrado praticamente desde a sua fundação, reafirmaram a importância desse espaço como um lugar de troca e de fortalecimento. “A gente estava muito isolado no Oeste da Bahia. Foi a partir da entrada na Rede Cerrado que a gente começou a acessar os recursos do PPP-ECOS”, lembrou Edite Lopes, da 10envolvimento. 

O fortalecimento dos povos e das comunidades tradicionais que vivem no Cerrado está diretamente ligado à manutenção do Bioma. Isso porque o Cerrado vem sofrendo fortes ameaças desde a chegada de grandes empreendimentos na região (mais da metade já foi desmatado, por exemplo) e são os povos e as comunidades tradicionais os verdadeiros conhecedores de práticas sustentáveis e guardiões das riquezas do Cerrado. 

Maria do Socorro Teixeira Lima, a Dona Socorro, coordenadora-geral da Rede Cerrado e representante do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), durante a abertura do evento, destacou a relevância do Bioma para a manutenção de todo ecossistema. “Sem Cerrado, não temos água. E sem água, não temos vida! Peço atenção. Atenção para o Cerrado! Porque ele é o nosso berço das águas, ele é quem sustenta as águas e são as águas que sustentam todo o resto", ressaltou.

Promovido pelo Instituto População, Sociedade e Natureza (ISPN), entidade associada e, atualmente, membro da coordenação da Rede Cerrado, o encontro do PPP-ECOS contou a presença de 85 organizações que, juntas, durante os dias 8, 9 e 10 de maio, trocaram saberes ecossociais com ênfase em iniciativas comunitárias nas regiões. Além disso, foram definidas ações para a continuidade do Programa nos Biomas para os próximos cinco anos. 

Reportagem: Thays Puzzi / Rede Cerrado
Foto: Acervo ISPN

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